Actualidad RT, 30 de abril de 2020

O governo venezuelano denunciou o Brasil na quinta-feira por “forçar a saída” de seu pessoal diplomático e consular naquele país antes do próximo 2 de maio.

Por meio de comunicado divulgado pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, Caracas menciona que o governo brasileiro alega “supostas negociações prévias” para justificar a saída desses funcionários, reuniões “que nunca foram realizadas”.

Segundo o texto, essa “manobra”, que provocaria o “fechamento técnico dos escritórios consulares venezuelanos”, geraria a “desatenção da comunidade venezuelana no Brasil”, em meio à crise de coronavírus que atingiu fortemente ao gigante sul-americano.

Não abandonarão as sedes diplomáticas

Caracas salienta que a medida adotada pelo governo de Jair Bolsonaro não estão em conformidade com o direito internacional. Lembram de que existem mecanismos para resolver diferenças entre países. Nesse caso, citam a Convenção de Viena, que determina os procedimentos para declarar inadmissíveis os agentes diplomáticos e consulares.

Portanto, ele enfatiza que, apesar da disposição do governo brasileiro, “o pessoal diplomático e consular venezuelano no Brasil não abandonará suas funções sob subterfúgios estranhos ao direito internacional”.

As autoridades venezuelanas, além disso, apontam que o objetivo desta medida é “enganar a opinião pública” do Brasil “, disfarçar sua subordinação aberta ao governo dos EUA que hoje governa a outrora prestigiada política externa brasileira”.

Precisamente, nesta quarta-feira, 29 de abril, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, informou que conversou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, no qual, entre outras coisas, eles falaram sobre o marco da transição democrática para a Venezuela.

Esta disposição do governo Bolsonaro ocorre depois que o presidente removeu todo o pessoal diplomático brasileiro da Venezuela.


Em 5 de março, o presidente ordenou a retirada, que foi concluída, com o último vôo do dia 17 de abril, no qual 38 pessoas viajaram, incluindo pessoal diplomático, adidos militares e suas famílias.

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