Actualidad RT, 16 de janeiro: A agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, pelo acrônimo em inglês) tem depositado, desde 2017, quase 467 milhões de dólares para a oposição venezuelana conceituando como “ajuda humanitária” como reconhece o organismo em seu site oficial.

Alem disso, detalha que, depois de um acordo alcançado em outubro de 2019, a USAID compromissou 128 milhões de dólares para “ajudar” Guaidó e a Assembleia Nacional em desacato “a seguir desenvolvendo planos para recuperar a economia e implementar serviços sociais durante uma transição para a democracia”.

No documento, publicado em dezembro, a agência norte-americana reconheceu também haver atribuído fundos para “compensações, custos de viagens e outros gastos para alguns dos assessores técnicos da Assembleia Nacional e a administração interina de Guaidó através de fundos de assistência”.

O informe, intitulado “USAID em Venezuela”, esclarece que o organismo “não transfere fundos” diretamente a “administração de Guaidó”, mas que “lhe outorga de maneira que compete a organizações privadas através de contratos, doações ou acordos de cooperação”. Não obstante, não detalha qual foi o destino dos recursos.

Já em setembro do ano passado, a agência estadunidense informou que entregaria 52 milhões de dólares para apoiar o líder opositor, com a finalidade de “restaurar a governança democrática” no país sul-americano.

Os fundos não aparecem

No passado 29 de novembro, o ex-embaixador designado por Guaidó na Colômbia, Humberto Calderón Berti, acusou o “entorno” de Guaidó por irregularidades no manejo dos fundos destinados a ajuda humanitária. “As autoridades colombianas me deram o alerta e me mostraram documentos onde se falava de prostitutas, licor, mal uso dos recursos, caixa dois e faturamento fictício”, afirmou.

Ainda, em dezembro o portal armando.info denunciou a suposta participação de onze parlamentares opositores em uma “trama de corrupção para outorgar favores” a empresários relacionado com a importação de alimentos, entre os quais se encontram três do partido politico de Guaidó (Voluntad Popular).

Estas acusações mutuas de corrupção e falta de transparência no manejo dos recursos foi que contribuiu para acelerar o racha interno das fileiras opositoras, que se transformou em um novo conflito legislativo que se vive na Venezuela, onde dois setores do antichavismo se atribuem a presidência do parlamento.

Por sua parte, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que Guaidó “maneja milhões de dólares” dos fundos bloqueados pelos EUA a Venezuela, que são usados pelo parlamento opositor para impulsionar seus planos terroristas no país.

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