HispanTV, 27 de janeiro: O premier do regime israelense, Benjamin Netanyahu, e o líder da oposição, Benny Gantz, se reuniram nesta segunda-feira na Casa Branca com Donald Trump. Na agenda: O chamado plano de paz para os palestinos e israelenses, que é revelado nesta terça-feira depois de vários atrasos.

A administração de Trump vem trabalhando em seu plano durante três anos. Na segunda, Netanyahu disse que durante esse tempo tem falado em dezenas de ocasiões com Trump e com sua equipe, presidido por Jared Kushner, genro do presidente e amigo de Netanyahu.

Entretanto, os palestinos deixaram de falar com Trump há mais de dois anos, quando a administração reconheceu Al-Quds (Jerusalém) como a capital do regime de Israel e transferiu sua embaixada para a cidade santa. Asseguram que o acordo do século já nasce morto muito antes de seu nascimento.

O acordo da permissão regime israelense para anexar todas as colônias judias e mantêm o controle exclusivo de Israel de toda Jerusalém. Em quanto aos refugiados palestinos, prevê uma espécie de compensação internacional que exime Israel de qualquer responsabilidade. Ainda, Israel manterá a presença de seu exército na Cisjordânia ocupada.

Todo ele tem provocado repúdio entre os países islâmicos. O chanceler do Irã, Mohamad Javad Zarif, qualificou de delirante o chamado acordo do século, destacando a importância de aceitar a solução proposta pelo Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Sayed Ali Khamenei. Em outras palavras, um referendo no qual todos os palestinos, muçulmanos, judeus e cristãos, possam decidir seu futuro.

Para muitos, as possibilidades de que o plano prospere são nulas. Entretanto, o acordo parece estar diretamente relacionado, mais com a política interna do regime de Tel Aviv e dos Estados Unidos, do que com os palestinos, e mais concretamente com as tribulações que Netanyahu e Trump tem com a justiça.

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