Ontem (09) as bolsas do mundo todo registraram quedas muito expressivas, com a Bovespa registrando queda de 12% no final do pregão, tudo isso por conta do fracasso das negociações de um novo acordo para a redução da produção de petróleo entre os países da OPEP e a Rússia, fazendo o preço do barril cair 30% no início das negociações de segunda-feira.

Juntamente a isso, no domingo (08), Jair Bolsonaro se encontrou com o presidente dos EUA Donald Trump em Miami, onde foi discutido um acordo militar entre o Brasil e os EUA. Tudo isso junto faz soar os tambores de guerra na América Latina, já que é um momento de fragilidade da Venezuela, um país ameaçado pelos EUA e seus asseclas (entre eles o demolidor em chefe), na qual pode experimentar um aprofundamento da crise que passa desde 2015, quando o preço do petróleo caiu 75% em 6 meses, de 100 dólares o barril para 25 dólares.

Nesta reunião entre Bolsonaro e Trump, que foi denunciado pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro como uma preparação de uma guerra direta contra a Venezuela a partir do Brasil e da Colômbia (outro aliado dos EUA), além do anúncio do acordo militar entre os EUA e o Brasil, com venda de armas entre ambos os lados, o presidente dos dois países reiteraram o apoio ao autoproclamado presidente Juan Guiado.

Na quinta-feira (05) o Brasil havia anunciado a retirada de seu corpo diplomático da Venezuela, o que em linguagem diplomática simboliza o rompimento de relações diplomáticas, ou até mesmo que um ataque ao país possa estar a caminho. De qualquer forma, este foi um aviso de que o Brasil participaria, ou ao menos sabe, das proximidades de um conflito armado no país.

Este colapso do preço do petróleo pode acelerar ainda mais a crise no país, já que ele é muito dependente do petróleo para gerar receita, neste momento de fragilidade, os urubus da guerra podem se aproveitar disso para lançar um ataque contra o país e o Brasil, infelizmente, seria a base desse ataque. Não podemos permitir que o Brasil entre num conflito que pode trazer muita destruição para nós, na qual não ganharemos nada com isso. A demolidora Bolsonaro precisa ser detida.

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