A COVID-19 continua a sua maligna obra pelo mundo, com uma mobilização massiva da população mundial para combater esta nova ameaça, com os governos injetando quantidades titânicas de dinheiro em suas economias e praticando ideias até então distantes, como a renda básica, ao menos nos EUA.

Já no Brasil, a demolidora Bolsonaro vem sabotando todos os esforços dos governos estaduais e do ministério da saúde para o combate a pandemia, fez diversos decretos que afrouxam a quarentena, além de fazer o povo escolher entre o vírus, a fome e a falta de transparência nos atos do governo, tudo isso para cumprir a vontade de meia-dúzia de empresários carniceiros do povo e do mercado financeiro. Para aqueles que dizem que a quarentena vai quebrar o Brasil, leiam a minha análise que fiz no final de fevereiro, já estava no horizonte que o Brasil vai quebrar de qualquer forma, mesmo sem quarentena, fiquem despreocupados.

Em todo o mundo, heróicos esforços estão sendo feitos para combater a pandemia de COVID-19 que vem se alastrando em todo o globo. Sua maligna obra já deixou grandes estragos na China, Irã, Itália, Espanha e agora o epicentro da doença são os EUA, que a bem pouco tempo atrás se recusava a tomar medidas contra a pandemia, mas agora teve que decretar quarentena.

No caso estadunidense, a situação é agravada por um sistema de saúde totalmente privado, que cobra por todos os procedimentos que você faça nele, e ainda cobra bem caro. É um sistema injusto que leva diversas famílias a escolher entre viver, mas falido financeiramente, ou morrer. As contradições deste sistema estão sendo levados a extremos por conta da COVID-19 e mostra como é importante, apesar de sucateado e insuficiente, a defesa do SUS neste momento tão duro de nossa história.

Esta situação limítrofe está levando os EUA a finalmente adotar a quarentena para conter o contágio. Isto está levando o governo estadunidense a colocar em prática o impensável e o que alguns meses atrás era considerado loucura utópica de ex-senador velhinho, agora está sendo colocado em prática na meca do “cada um por si”, a renda básica universal. 

Aprovada em um grande pacote econômico com a cifra recorde de 2 trilhões de dólares (isso mesmo, 2 trilhões de dólares), junto com o envio de cheques, que variam entre 1200 e 3 mil dólares para cada família pobre durante 13 meses, além da extensão do seguro-desemprego de 6 para 10 meses. Ainda está no pacote, o investimento no aumento de leitos de UTI e foi invocada uma lei, datada da agressão a Coreia em 1950, para a conversão de parte do parque industrial a produção de itens de combate a COVID-19, como respiradores, ventiladores entre outros equipamentos vitais neste momento.

Outros países estão se movendo para o combate a COVID-19, a ponto de ⅓ da humanidade estar em situação de quarentena, seja ela parcial ou total. Ainda sim, alguns governantes teimam em adotar medidas mais efetivas contra esta ameaça, flertando com o perigo, dançando com a morte, brincam com a vida da população ao ignorar os esforços homéricos das grandes potências do globo no combate a este vírus maligno.

Esta displicência já está cobrando seu preço político em alguns países. O primeiro governo a cair por causa da COVID-19 é o governo da autoproclamada República do Kosovo. Localizada entre a Sérvia e a Albânia, está república, que não é reconhecida por países como Rússia, Espanha ou Brasil, ficou periclitante ao declarar estado de emergência por conta da COVID-19 e por causa disso, o governo recém-eleito foi derrubado pelo parlamento no último dia 26.

Mas não é a longínqua e esquecida República do Kosovo que flerta com a morte, no Brasil, a demolidora Bolsonaro está dançando com o perigo com políticas perigosas a população, sabotando de forma nítida os esforços de combate ao COVID-19. Colocou o ministro da saúde contra a parede, e num episódio lamentável, Mandetta cedeu às pressões de seu chefe e trocou a recomendação de ficar em casa por “chá, canja de galinha e reza”.

Na calada da noite de domingo, Bolsonaro sorrateiramente publicou a MP 927, que regulamenta diversas atitudes que as empresas poderiam tomar, mas uma delas foi como uma facada pelas costas, o artigo 18 que permitia a suspensão do contrato de trabalho sem o pagamento de salário, fazendo o povo ter que escolher entre morrer de COVID-19 ou morrer de fome.

O artigo absurdo foi revogado por outra MP, a 928, que trazia uma surpresa desagradável, o artigo 6-B que suspende os prazos de resposta a pedidos de informação aos órgãos da administração pública que estão cuidando da epidemia com base na Lei de Acesso à Informação, fazendo o povo escolher entre o vírus, a fome e o assalto. Pelo menos no dia 26, este trecho foi suspenso pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Além disso, a MP 927 escondia mais algumas surpresas desagradáveis nela, o artigo 29 não considera contaminação por COVID-19 como ocupacional, ou seja, se você se contaminou no ambiente de trabalho, a empresa não tem responsabilidade, a não ser que você prove que se contaminou por conta do trabalho e descarte qualquer outra (das inúmeras) fonte de contaminação (há estudos que indicam que a COVID-19 em casos graves causar perda permanente de 20% a 30% da capacidade pulmonar), além do artigo 31 suspender o trabalho dos auditores fiscais do trabalho por 180 dias.

Porém a atitude mais criminosa da demolidora Bolsonaro ainda estava para ser feita, e foi realizada na noite de terça-feira (24), num discurso que ficará na história como o mais infame de todos os tempos, na qual ele minimiza a COVID-19, dizendo que não se deve parar o país por causa de uma “gripezinha” e que em 90% não gera maiores consequências, além de criticar a imprensa ao dizer que ela está plantando o pânico na população.

Aderindo a loucura negacionista na pior hora, Bolsonaro está colocando em risco a vida de milhões de pessoas para o lucro de um punhado de empresários assassinos, que vem fazendo lobby junto ao governo e incentivando a ala psiquiátrica da demolidora, capitaneada pelo chefe de seita Olavo de Carvalho. A demolidora está liderando uma campanha chamada “o país não pode parar” para quebrar a quarentena, tudo isso para sacrificar o povo ao Deus-Mercado, insaciável, este diabo está ávido por sangue e vidas humanas, não se importa com os milhões que poderão morrer por conta desse tipo de atitude irresponsável, a demolidora quer destruir não apenas o estado, mas a sua vida.

Tudo isso nos mostra que a nossa sobrevivência está condicionada a retirada de Bolsonaro do poder, que ele é o maior sabotador dos esforços de combate a maligna COVID-19, que vem fazendo um grande estrago em todo o globo, e que mesmo que não fizemos nada e ela não fosse nada no Brasil, a crise já estava formada, de qualquer forma, vai ter desemprego, vai ter empresa falindo, não podemos deixar a vida humana em segundo lugar por causa de alguns bilhões de reais. A economia existe para servir a vida humana, não podemos fazer este tipo de sacrifício para preservar algo que deveria nos servir, quem defende deixar rolar essas milhões de mortes é um monstro que deve ser detido. A demolidora tem que cair pelo bem da vida humana.

Recomendações do Ministério da Saúde (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br/ )
Recomendações do Ministério da Saúde (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br/ )

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