Nesta semana o mundo continua a guerra contra a terrível pandemia que nos assola (que não podemos dizer o nome sob o risco da censura), enquanto os EUA estão procurando mais uma guerra para seu longo histórico (como se o que estão passando já não fosse problema suficiente), ao mesmo tempo que está se utilizando de meios sujos para tomar das outras nações a produção de insumos médicos.

Já no Brasil, enquanto os adultos estão no combate a mortal pestilência, o demolidor em chefe deixou claro que está em um mundo paralelo onde a doença não existe e que tudo não passa de uma grande grande conspiração para derrubá-lo e o chefe do combate à doença entra na fritura. O irônico disso tudo é que Bolsonaro será derrubado justamente porque sua paranóia em ser derrubado está criando uma crise tão grande que vai derrubá-lo.

O mundo nesta semana continua o seu combate a pestilência, alguns de forma competente, outros de forma destrambelhada, alguns acham que a doença é uma mega conspiração para derrubar o seu governo, mas a pior consequência da doença para a política (que é o que tratamos na nossa humilde página), é uma onda de censura a páginas de política, mesmo não tratando da doença em si e mesmo apoiando as medidas de contenção adotadas, mas ainda sim, Facebook e Twitter resolveram fazer uma grande campanha de censura contra a mídia alternativa.

Páginas de esquerda, como a NOVACULTURA.INFO no Facebook e a página da Unión de Jóvenes Comunistas de Cuba no Twitter foram censuradas nesta semana. Longe de ser uma iniciativa pela saúde da população (já que nenhuma dessas páginas tratava de saúde em si, mas apenas dos aspectos políticos da doença), isso é parte de uma nova onda de censura a vozes dissonantes da política predatória que os EUA praticam, e que nesta semana se aprofundou ainda mais.

Enquanto páginas da esquerda estão sendo censuradas, à direita permanece espalhando suas Fake News, para sabotar a quarentena e destruir as iniciativas para salvar a população desta terrível pestilência. Não se deve admitir tamanha violação da liberdade de expressão, fundamental para dimensionar o tamanho do problema, enquanto os empresários parasitas e seus asseclas conspiram para derrubar o sistema de saúde pública e matar neste processo milhões de pessoas. 

Não é escondendo dados do povo que se resolverá o problema, pelo contrário, a transparência nos atos é a chave para o seu sucesso. Notamos também que o Facebook está reduzindo o alcance das nossas publicações onde a nominação da pestilência é utilizada, por causa disso, estamos evitando o máximo o uso dela a partir de agora para evitarmos passar pelo mesmo problema de censura, mas não deixaremos de informar sobre tudo o que está acontecendo, pois é nossa obrigação não nos calarmos diante do descalabro.

Feita esta denúncia passaremos para a outra denúncia, a do soar dos tambores de guerra pelo mundo, ou melhor, da sede de sangue da maior potência da terra, que mesmo sendo neste exato momento o epicentro da pandemia, isso não diminui a vontade de derramar sangue e os EUA entraram em uma grande ofensiva contra os países que não se submetem a sua vontade.

Tanto os países mais atingidos pela pandemia, como o Irã, quanto outros, que apesar da quantidade ainda pequena de casos mas com sistemas de saúde atingidos por alguma forma de embargo econômico, como Venezuela e Cuba, sentiram a ofensiva dos EUA. O Irã, um dos países mais atingidos pela pandemia, longe de ter algum alívio humanitário, teve as sanções econômicas aumentadas pelos EUA no dia 18 de março.

Na Venezuela, como já dito nas semanas anteriores pela nossa humilde página, os EUA preparam uma invasão militar contra o país (motivo que levou Bolsonaro a visitar Trump no último mês e trazer a doença com a comitiva), e a ofensiva foi intensificada, com a colocação de recompensa pela captura de Maduro, além de jogar o autoproclamado Juan Guaidó para escanteio e propor um “governo de transição”, proposta absurda devidamente rechaçada pelo governo venezuelano.

Mas o caso mais emblemático é o de Cuba, que teve uma grande ajuda em equipamentos médicos enviado por Jack Ma, dono do Alibaba (maior empresa de E Commerce da China) embargado pelos EUA que ameaçou punir a empresa que transportar a ajuda médica a ilha, como relatado em primeira mão para o jornal Granma pelo embaixador de Cuba em Pequim.

Os EUA estão em uma grande ofensiva também para roubar material médico comprado por outros países. Como foi denunciado pelo Brasil e hoje (04) pela Alemanha que chamou a prática de “pirataria moderna”, os EUA vem se aproveitando do fato de terem a máquina de imprimir a moeda de trocas internacionais do globo, o dólar, para desviar cargas de equipamentos médicos e de EPI destinado a outros países, pagando os fornecedores com cifras muito acima do valor de mercado e em dinheiro vivo.

Isso evidencia que longe de ser uma nação democrática e pacífica, os EUA vem agindo de forma predatória, numa grande ofensiva contra o resto do mundo para a sua sobrevivência. O país que tentou se afirmar como a “polícia do mundo” (como se alguém tivesse eleito eles para isso) mostra a sua verdadeira face de ladrão do mundo.

Enquanto o mundo está preocupado em combater a pandemia, o demolidor em chefe, Jair Bolsonaro, em entrevista a Jovem (passa) Pan(o), mostrou que está vivendo em uma realidade paralela (e olha que é contra a legalização das drogas). Nesta entrevista, Bolsonaro mostrou sua verdadeira face que acha que o problema da pandemia não existe, é uma invenção de seus inimigos políticos para derrubá-lo. Nesta mesma linha, o demolidor em chefe aproveitou a entrevista para jogar o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta na frigideira.

Toda esta política negacionista do demolidor em chefe está cavando a própria cova de seu mandato, pois, ao conspirar de dentro do governo contra uma política de saúde pública está cometendo crime de responsabilidade, o mesmo que ele usa como desculpa para não pagar a renda básica emergencial para os informais que se encontram sem renda e o mesmo usa como desculpa para a sabotagem.

Enquanto isso a pandemia se torna uma ameaça cada vez mais real ao nosso país, com uma clara subnotificação de casos, que não são registrados pela falta de testes e de uma política de testagem apenas de casos graves, o que esconde o tamanho real da ameaça. Países que conseguiram conter a pandemia testaram massivamente seus cidadãos, além disso é necessário ter uma política de produção interna de insumos, para evitar sermos atingidos pela pirataria dos EUA em relação a eles. 

Mas é isso que um presidente responsável faria, mas como esta semana nos mostrou, o demolidor em chefe está em um mundo paralelo onde o perigo simplesmente não existe, sendo a única forma de começarmos a ter uma política mais acertada no combate ao problema a saída de Bolsonaro, a maior ameaça a saúde pública no Brasil hoje, maior até que a pestilência.

Recomendações do Ministério da Saúde (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br/ )
Recomendações do Ministério da Saúde (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br/ )

Leia Também:

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.