Uma semana de altos e baixos, com Trump suspendendo o financiamento da OMS por achá-la muito prô-china e a crise econômica pegando forte na China mesmo com a previsão otimista do FMI, que ainda prevê crescimento para China e uma forte retração para o mundo.

Enquanto no Brasil o demolidor em chefe é autorizado pelos militares a usar a caneta contra o Mandetta e o substitui por alguém com um rosto que inspira saúde (só que não), tudo isso para satisfazer a gana de seus financiadores, porque para a demolidora, não importa que a doença seja de fácil transmissão e deixe 20% dos infectados na UTI.

A pandemia está colocando o mundo em sua pior crise em quase 90 anos, foi publicado na terça-feira (14) pelo FMI um relatório econômico prevendo que a economia global vai ter uma retração de 3% em 2020. Mesmo assim é um relatório otimista porque prevê para 2021 um crescimento de 5% da economia, mas e a dívida que foi contraída pelos países no combate à pandemia?

Na análise escrita por nossa humilde página, uma coisa fica bem clara, que esta crise não é uma mera crise transitória como alguns acham que pode ser, mas que pode ser uma grande depressão econômica, já que do combate a pandemia fortes tendências estão surgindo, como o questionamento do controle estadunidense da moeda de troca global (que está sendo usado para a “aquisição” de equipamentos médicos de forma pouco ética) e um estouro da dívida global, principalmente dos países ocidentais e do Japão.

Nesta semana os números do PIB da China foram publicados e a economia chinesa sofreu uma retração de 6,8% no primeiro trimestre deste ano, causado pelas medidas de contenção da pandemia no país. Mas diferentemente do resto do mundo, a China ainda tem algum fôlego para aguentar uma crise econômica, por conta de sua política fiscal que permitiu uma dívida pública de 50% do PIB, melhor que os 107% dos EUA ou os 238% do Japão.

É inegável a robustez da economia chinesa, que sofre sua primeira grande crise desde a política de reforma e abertura implementada por Deng Xiaoping nos anos 1980. Toda esta robustez é resultado de uma sólida política nacional de desenvolvimento, que bem fundamentada e gerenciada, está se mostrando eficaz, mesmo numa crise sanitária gigantesca como esta.

Enquanto isso, os EUA suspenderam o financiamento a OMS. Trump em sua loucura de procurar bodes expiatórios para o fracasso de política sanitária e do fato dos EUA não possuírem um sistema de saúde público gratuito, declarou que a OMS “escondeu a verdadeira dimensão da crise” mesmo havendo registros do próprio Trump subestimando a pandemia no final de fevereiro início de março.

Enquanto isso no Brasil o demolidor em chefe, Jair Bolsonaro foi autorizado pelos militares a demitir o agora ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta. O fato que foi a gota d’água para os militares foi uma entrevista que o agora ex-ministro fez ao Fantástico no dia 12, na qual entre várias insatisfações colocadas, compara Bolsonaro a um diabético que come doce e fala da dualidade de discurso e do “disse e não disse” dos últimos dias.

Mas a demissão não foi tão fácil assim para o demolidor em chefe, já que ele não queria dar um motivo a mais para um processo de impeachment, que nas atuais circunstâncias seria um impeachment a paraguaia, também conhecido como impeachment lamen (3 minutos e está fora). Como sucessor ele escolher o oncologista e empresário Nelson Teich, que esbanjando saúde (só que não), deu um discurso que deixou claro que a política de distanciamento social vai ser demolida.

O novo demolidor da saúde tem um largo histórico, não no SUS, mas como dono de hospital particular e uma facilidade tremenda de conseguir verbas públicas, mesmo que sendo apenas para lucro pessoal. Toda essa substituição, não que o Mandetta fosse flor que se cheire, foi feito apenas para sabotar as medidas de distanciamento social para atender os necroempresarios que não aceitam qualquer redução em seus lucros, ainda que envolva a morte de pessoas.

Apesar de complicada a situação, mas é possível vencer a pandemia, mesmo que suas consequências perdurem por muito tempo. Para isso, é necessário uma liderança com ideias sólidas para o combate a pandemia, que entenda a gravidade da situação. Nossa humilde página já escreveu um artigo sobre ações que um presidente responsável deveria fazer e uma coisa que esta semana deixou bem clara é que quanto menos mortes houver, menor será o impacto econômico da pandemia, longe de ser contraditório, sem vida não há economia para se tocar.

Recomendações do Ministério da Saúde (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br/ )

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