A semana da quebradeira geral nos mercados, com Rússia e OPEP não se entendendo sobre o preço do petróleo, a COVID-19 mudando seu epicentro da Ásia para a Europa, China anunciando que o pico de novas infecções da COVID-19 já passou, com direito ao presidente Xi Jinping visitando a cidade de Wuhan, ainda isolada.

A nível nacional, a COVID-19 avança, Bovespa desaba, dólar chega perto de 5 reais, Bolsonaro viaja para os EUA se encontrar com Trump, onde negociou armamentos e planos de invasão à Venezuela, mas traz com o chefe da SECOM o COVID-19 porque desgraça pouca é bobagem e o veto a extensão do BPC cai no congresso, um alívio no meio de tanta desgraça.

A semana começa com uma grande surpresa nos mercados mundiais, as negociações da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) com o grupo chamado de OPEP+, cujo o maior representante é a Rússia fracassou ao tentar definir uma cota de produção para aumentar o preço do petróleo no mercado internacional para compensar os efeitos do COVID-19 na cotação da commodity.

Os fracassos das negociações da OPEP+ levou ao colapso do preço do petróleo e do mercado financeiro no mundo todo na segunda-feira (09), caindo o preço do barril brent 30% e o Bovespa caindo 10% só na abertura de segunda. Durante a semana, apesar das iniciativas para tentar acalmar o mercado a volatilidade permanece muito alta, com subidas e descidas muito fortes, mas ainda sim acumulando perdas que na semana são de 15,68% e desde o começo do ano de 28,51%, a pior semana desde o estouro da crise global em 2008.

Toda esta volatilidade está ligada também a declaração pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de que a COVID-19 é uma pandemia global. Tudo isso mostrou (até agora) que os piores temores estão se confirmando, com a doença se espalhando por mais de 100 países, com mais de 118 mil casos e 4 mil mortes confirmadas (taxa de mortalidade de 3,5%). Na sexta-feira (13) a OMS declarou que o epicentro da pandemia de COVID-19 agora não é mais a Ásia, mas sim a Europa que está concentrando o maior número de novos casos.

Por um lado a Europa está agora sofrendo o pico das infecções por COVID-19, com a Itália paralisada desde a semana passada, com uma quarentena nacional e com casos se espalhando por todo o velho continente, mas por outro lado veio uma boa notícia da China, com o governo local declarando que o pico de infecções pela doença já passou e que os casos na província de Hubei (onde tudo começou), já está na casa de um dígito.

Isso se mostrou de uma forma mais midiática com a visita do presidente chinês, Xi Jinping (na foto), a cidade de Wuhan, capital da província de Hubei e isolada a quase dois meses por conta da COVID-19. A China vem mostrando, que apesar dos grandes sacrifícios empreendidos para combater a infecção virótica, é possível vencê-la e que em breve possa estar reativando a economia, o que é uma boa notícia para o mundo, mas agora com o mundo sofrendo da doença talvez a recuperação econômica chinesa possa ser mais longa e lenta do que seria se a doença não tivesse saído de suas fronteiras.

Já nos nossos lados as perspectivas vão de mal a pior, com a crise do petróleo causada pela COVID-19 e a queda de braço entre Rússia – EUA – Arábia Saudita os urubus da guerra voam em círculos em volta de nossa terra. O demolidor em chefe, Jair Bolsonaro, viajou para os EUA no domingo (08), onde foi se encontrar com presidente Donald Trump numa visita considerada por muitos inesperada, mas o que foi acertado nela?

Um acordo militar com venda de armas entre ambos os lados. Em meio a maior crise do capitalismo e de uma grande crise de saúde pública, Bolsonaro foi para os EUA comprar armas. Esta reunião foi denunciada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como uma preparação para uma guerra contra seu país.

No retorno desta viagem, o chefe da Secretaria de Comunicação (SECOM) da demolidora Bolsonaro, Fabio Wajngarten, adoeceu e os testes realizados deram positivo para a COVID-19, fazendo com que toda a comitiva fizesse testes para a doença, incluindo o próprio demolidor em chefe.

Fabio Wajngarten com Trump e Mike Pence (vice-presidente dos EUA) no ultimo domingo

Uma notícia boa aqui no Brasil foi a derrota da demolidora Bolsonaro no congresso, que mesmo contra a indicação do presidente da câmara, Rodrigo Maia, o congresso derrubou o veto de Bolsonaro a o projeto de Lei 3055/97, que amplia o teto da renda familiar para concessão do BPC (Benefício de Prestação continuada) de 25% de salário mínimo por pessoa, para 50% de salário mínimo por pessoa. O BPC é pago para idosos acima de 65 anos e pessoas com necessidades especiais que não conseguem trabalhar e obter uma renda por si só.

O governo viu isso como uma derrota e está recorrendo à justiça para reverter a decisão soberana do congresso. Mas fica a indagação, se o governo tem dinheiro para comprar armas dos EUA para atacar os outros, por que não tem dinheiro para dar comida para idoso pobre que nem sequer conseguiu contribuir com o INSS? porque é um governo que odeia pobre, odeia povo e cada pessoa que vence uma doença por conta do SUS, cada idoso e pessoa com necessidade especial que tem assistencia social para sobreviver, cada pobre que consegue sair de uma moradia insalubre para morar numa casa digna com todas as comodidades básicas, é uma derrota que se infringe contra o bolsonarismo, porque o bolsonarismo almeja salvar os ricos às custas do sofrimento do pobre.

Por isso defender o SUS, o INSS, a assistência social, os programas sociais, a educação pública e todos os serviços gratuitos ao cidadão é derrubar o bolsonarismo. Mantendo-os fortes derruba a corja do capitão e derrubando o capitão mantém estes serviços fortes. Nesta atual crise, a melhor oposição contra este governo anti-pobre é defender os serviços que mantêm o nosso povo de pé, e para mantê-los de pé a derrota da demolidora Bolsonaro é fundamental. Mesmo sendo material do governo as orientações de prevenção contra o COVID-19, mas estou colocando no final de toda a matéria, justamente porque um povo forte com um SUS forte é a maior oposição que fazemos a esta demolidora que está no governo. Não existe salvação fora do SUS e ele deve ser salvo da destruição e do terraplanismo da demolidora que está no governo. 

VIVA O SUS!
FORA JAIR!

Recomendações do Ministério da Saúde (fonte: pagina oficial do Ministério da Saúde)

Leia também:

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.