Nesta semana fez 1 mês do começo desta humilde página sobre política da qual já tenho um enorme carinho por todos os meus leitores. E nesta semana a chuva foi protagonista, seja a de água ou a imbecilidades ditas pelos mais diversos personagens, com a fala do leiloeiro do estado brasileiro dizendo que era ruim o dólar barato porque todo mundo ia pra disney “até empregada doméstica”, a chuva de fake news na CPMI da fake news com insultos machistas a jornalista, o conselho da amazônia sem os governadores da região amazônica, tudo isso só no Brasil.

No mundo Sanders venceu as primárias democratas em New Hampshire após a confusão em Iowa, argentinos se manifestando contra o FMI e a dívida herdada de Mauricio Macri e quando vão lançar o programa Meu Barco, Minha vida?

Nesta semana o maior protagonista foi a chuva, seja ela a chuva de verdade ou a de fake news, o fato é que cada vez mais estamos despreparados para ela. Na passagem de domingo para segunda-feira em São Paulo uma grande e contínua chuva a atingiu sendo a maior em 37 anos, os estragos foram grandes. Desde de janeiro, as chuvas torrenciais atingem também o estado de Minas Gerais e Espírito Santo, matando só em minas 59 pessoas. 

Toda essa destruição é causada por uma grande falta de planejamento e de atenção ao problema do déficit habitacional que afeta mais de 40% da população, o que dá fôlego a ocupações irregulares, ao desmatamento e a subsequente impermeabilização do solo e problemas de saúde e no abastecimento de água, já que as redes de distribuição de água e de coleta e tratamento de esgoto não abarcam essas ocupações, desaguando em cursos d’água o esgoto gerado.

Falando em esgoto, a demolidora Bolsonaro sentiu a pressão na questão ambiental. Com diversas empresas anunciando a saída do Brasil ou a suspensão de investimentos importantes para o país, a demolidora a Bolsonaro que até então tinha como mote liberar a destruição da Amazônia, com Bolsonaro dando um de Nero tropical, resolveu em janeiro criar o Conselho da Amazônia, que teria como meta acabar com o desmatamento da floresta e desenvolver a economia regional.

Mas o texto do Decreto publicado na terça-feira (11) Exclui os governadores, representantes dos deputados e membros da sociedade civil, ou seja, praticamente todos que tem algum interesse na preservação da Amazônia. Seria composta apenas por 11 ministros,  chefiado pelo vice-presidente da República Hamilton Mourão, se mostrando na prática ser apenas um engodo colocado por Bolsonaro para dizer que está fazendo alguma coisa pelo meio ambiente quando não quer fazer coisíssima nenhuma

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Um projeto anterior apresentado por bolsonaro no dia 5 de Fevereiro, liberava mineração e plantio de transgênicos em terras indígenas, que juntamente com os parques nacionais, são os únicos lugares onde o meio ambiente ainda está a salvo. Um projeto destrutivo que além da destruição da floresta  acelera o aculturamento dos indígenas, aprofundando ainda mais a destruição destes povos já tão ameaçados. Todos esses fatores juntos mostram mais uma vez que o governo bolsonaro não está interessado na preservação da floresta, mas apenas está interessado em mostrar uma boa imagem lá fora. O Conselho da Amazônia é uma iniciativa apenas para inglês ver. 

Mais uma coisa que a demolidora bolsonaro não está interessada em preservar é a sensatez do governo. O parasita supremo e leiloeiro Paulo Guedes que após a fala sobre os funcionários públicos, chamando-os de “parasitas”, agora despeja toda o esgoto contido em sua mente sobre as empregadas domésticas. Ao falar sobre o dólar alto, que nesta semana bateu novo recorde nominal, o leiloeiro das riquezas nacionais declarou que dólar baixo é ruim porque todo mundo estava indo para a disney, até empregada doméstica.

A demolidora Bolsonaro não é apenas um projeto de destruição do estado brasileiro, é um projeto de destruição em primeiro lugar da mente das pessoas que os seguem, permitindo que bobagens, preconceitos e impropérios, dos quais também a demolidora é um anestésico para a população que não reage a estas abominações como normalmente reagiria em condições normais de sanidade mental coletiva. 

Uma amostra deste anestésico a reação dos bolsonaristas o depoimento de Hans River do Rio a CPMI das Fake News, na qual River do Rio acusou a jornalista Patrícia Campos Mello, que publicou informações fornecidas por ele sobre o esquema de disparo de fake news por WhatsApp em 2018, de propor troca de informações por sexo. 

A bolha bolsonarista ficou em polvorosa com tal insulto escatologico, ignorou os prints das conversas que a jornalista teve com River do Rio, na qual mostra que o elemento em questão queria sair com a jornalista mas que levou um fora educado. Este caso é uma amostra da desumanização que bolsonarismo causa nas pessoas, que não se trata apenas da destruição de um país, mas da destruição das pessoas como seres humanos.

Mas nem tudo é tragédia, nos EUA na terça-feira (11) ocorreram as primárias para as eleições presidenciais deste ano no estado de New Hampshire, na qual no partido democrata teve como vencedor Bernie Sanders, ainda que por uma margem estreita para o segundo colocado Pete Buttigieg, mas que mostra um claro deslocamento do eleitorado democrata, que teve eleita candidata a presidenta dos EUA Hillary Clinton, uma representante das forças pró-guerra dentro do aparato estadunidense. 

Não que uma pessoa sozinha mude algo por meio de eleições, pelo contrário, o aparato estadunidense vai engolir um futuro governo Sanders, como ocorreu com o próprio Donald Trump em determinados períodos, mas isso é uma amostra de que com a política certa, não cedendo a chantagem da direita, que é possível recuperar a força da esquerda e que não está acabado para ela em parte alguma do mundo, nem no Brasil. É possível sair do atoleiro civilizacional.

Na Argentina, outro exemplo do qual é possível sair do atoleiro político, os movimentos sociais se manifestaram nesta quarta-feira (12) contra o FMI e o pagamento da dívida pública adquirida pelo governo macri com a entidade. Representantes do FMI foram visitar o país para renegociar a dívida de 44 bilhões de dólares que a Argentina possui, cujo o novo governo anunciou em meados de janeiro que não aceitaria as condições anteriormente colocadas pelos organismo internacional.

Esta foi uma semana onde a chuva teve destaque, seja as chuvas torrenciais que matam por falta de planejamento de uma elite que não pensa no povo ou a chuva de bobagens que ela fala para manter o Brasil nesta tristeza coletivo, nesta vida escapista na qual permanece anestesiado enquanto o país é destruído por uma horda de bárbaros da demolidora Bolsonaro. 

Também é nesta semana que completamos 1 mês de existência da página, mas já com leitores fiéis e muita história para contar. Novidades estão sendo planejadas e estão a caminho, para alcançar mais gente e retirar o país desta anestesia que o golpismo a colocou, sempre se mantendo fiel aos princípios expressados no nosso manifesto de fundação. Para todos vocês o meu muito obrigado e continuem por aqui, tem muita coisa boa a caminho.

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