Semana tensa em todo o mundo por causa da crise causada pelo COVID-19 com bolsas despencando no mundo todo mas com uma velocidade acima da média no Brasil, um princípio do fim da guerra mais longa do século XXI e um cessar-fogo entre a Síria e a Turquia negociado por Putin.

No Brasil PIBinho do Guedes, imitador escalado pelo presidente para dar bananas a imprensa e tirar os holofotes do PIBinho. E aí coxinha que foi contra o PT porque o dólar tinha ido para 4 reais, vai para o carnaminion para apoiar o demolidor e ver se o dólar bate 15 reais?

O mar não está para peixe nesta semana, o COVID-19 está a solta, mas estranhamente não é apenas tosse, febre e dificuldade de respirar que está causando, também causa empobrecimento e crise econômica, pelo menos para o Deus mercado e sua “mão invisível”. As bolsas do mundo todo apresentou quedas muito expressivas pela segunda semana seguida.

Como adiantamos no nosso artigo sobre as consequências político-econômicas do COVID-19, os fluxos de mercadorias e de pessoas do mundo todo foram interrompidos pela doença, o que causa um desabastecimento de diversos tipos de indústrias, principalmente as que dependem de produtos chineses para seguir funcionando. Essa situação está se estendendo para além das expectativas do mercado e agora está se generalizando para o resto do mundo, agora com o foco na Europa e nos EUA.

Esta situação fez que o Federal Reserve dos EUA se movimentar de forma surpreendente e reduziu os juros em meio ponto, para uma margem entre 1% e 1,25% ao ano, que é a maior redução da taxa de juros desde a crise de 2008. Porém esta resposta logo se mostrou inócua, pois na maioria dos países desenvolvidos, as taxas de juros já é muito baixa, com casos até mesmo de juros negativos (você paga para investir ao invés do investimento te pagar por manter seu dinheiro ali).

Mesmo no Brasil onde tinha até alguns anos atrás tinha a maior taxa de juros do mundo, na qual historicamente sempre foram muito altas, mesmo em relação a outros países com a economia parecida com a nossas, as taxas de juros são as mais baixas de toda a história (com crescimento do PIB pífio, que será abordado mais à frente).

Isso, junto com o aumento da incidência do vírus, agora pela Europa e os EUA, está causando esta queda generalizada das Bolsas do mundo todo. Mas estranhamente a moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar é o Real brasileiro e isso tem causas que vão muito além do COVID-19, cujo o vírus em si só causa tosse, febre e dificuldade de respirar.

Junto com as interrupções dos fluxos comerciais causado pelo COVID-19, também tivemos um primeiro ano de demolidora Bolsonaro, onde políticas na área ambiental foram gravemente atingidas. Muitos dos fundos de investimento internacional tem a “cláusula verde” que proíbe investir em países e empresas que destroem o meio ambiente, e isso afugentou, ou ao menos diminuiu a vinda de novos investimentos no país. 

Além disso o consumo das famílias continuam muito contidos, já que o nível de criação de empregos formais continua baixo, com recordes na taxa de informalidade que é de 41% da população, junto com os 11% de desempregados. 52% da população não sabem o que vai ser delas no dia de amanhã, o que limita as compras a necessidades básicas, conserto e reposição de moveis, eletrodomesticos e eletronicos, com compras de maior risco e prazos mais longos para o pagamento deixados para depois.

Todos esses fatores juntos fizeram o crescimento do PIB do Brasil ser de 1,1% em 2019, menor que o já pífio crescimento do governo Temer de 1,3% durante 2 anos seguidos. Literalmente, sacrificaram o povo para nada e agora os investidores internacionais fogem do Brasil, cujo os saques estrangeiros só nestes dois primeiros meses do ano já são maiores que os de todo o ano passado

Mas nem tudo foi desastroso no mundo nesta semana, em duas regiões tensas do mundo a paz, ou ao menos um alívio da guerra está chegando. A guerra mais longa do século XXI parece estar chegando ao fim. Pelo menos é a intenção de um acordo de paz assinado entre os EUA e o Emirado Islâmico do Afeganistão, mais conhecido no ocidente como Talibã.

A guerra iniciada em 2001, no rescaldo do 11 de setembro, tinha como objetivo declarado a captura (vivo ou morto) de Osama Bin Laden, que segundo a inteligência dos EUA estava escondido no Afeganistão, na época, uma monarquia fundamentalista de linha Wahhabista (a mesma da Arábia Saudita e do DAESH/ISIS).

De lá para cá a guerra se mostrou desastrosa, tanto para os afegãos, mas principalmente para os EUA, que não conseguiram estabelecer um controle total do país (só dominam 33% do território), Bin Laden estava no vizinho Paquistão, aliado dos EUA, e o Afeganistão se tornou o maior produtor de papoula para a produção de opióides em todo o mundo. Por causa disso os EUA jogaram a toalha e finalmente assinaram um acordo de paz no sábado (29). Se ele vai perdurar é outra história, mas é um primeiro passo.

Em Moscou, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se encontrou em Moscou com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, para discutir a situação na Síria. A tensão entre o governo Sírio, liderado por Bashar Al Assad, e a Turquia, alcançou o ápice no dia 27 de fevereiro, quando numa operação contra o grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (antiga Frente Al Nusra, ligada à Al Qaeda) dentro de Idlib na Síria, atingiu também tropas turcas no local, matando 34 militares turcos que estavam junto com os terroristas.

Dessa reunião saiu um cessar-fogo na qual se estabeleceu um corredor de segurança de 6km de cada lado da rodovia M4, que atravessa o norte da Síria, onde haverá patrulhas conjuntas. É um primeiro passo para a Síria reencontrar a paz perdida por uma guerra civil que se arrasta desde 2012, e que tomou grandes proporções graças a intervenção estrangeira no conflito, principalmente dos EUA e das ditaduras absolutistas do golfo, como a Arábia Saudita.

No Brasil, como desgraça pouca é bobagem, na manhã que foi anunciado o PIBinho de 1,1% em 2019, Bolsonaro mandou para a porta do Palácio da Alvorada, onde sempre dá entrevistas nas quais além de anunciar medidas de grande impacto, humilha jornalistas junto com a sua claque, o imitador Carioca, trajado como Bolsonaro. Ao chegar no local, Carioca imitando Bolsonaro, tentou distribuir um cacho de bananas para os jornalistas, em referência as bananas dadas por Bolsonaro contra a imprensa e ao direito de saber da população. Nenhum jornalista aceitou.

Quando o verdadeiro boçal chegou, os jornalistas rapidamente questionaram-no sobre o PIB, ele então pergunta para o imitador, “PIB, o que é PIB?”, que respondeu “Paulo Guedes, Paulo Guedes” com uma atuação sofrível. Bolsonaro mostra com este gesto, que está longe de ser uma mera casualidade, o seu desprezo pela população e pela imprensa, que para escapar de questões delicadas, usa do distracionismo e de polemicas para desviar o foco da demolição do estado brasileiro que anda fazendo.

A situação global está apontando para uma crise sem precedentes no mundo com uma reação desproporcionada dela em relação a COVID-19, um sinal que a situação econômica global já se encaminha anteriormente para crise de grandes proporções. O Brasil, por conta da demolição de seu estado que está sendo submetido desde o golpe de 2016, é um alvo fácil para esta crise é a única forma de detê-la é com a destituição do demolidor em chefe e de toda a sua camarilha.

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