A demolidora Bolsonaro alcançou os mais altos postos da república graças a um discurso demagógico na segurança pública, a qual várias vezes o próprio demolidor em chefe recorreu a máxima do “bandido bom é bandido morto”. Mas a prática de sua presidência tem mostrado que essa máxima não é muito seguida por ele, pelo menos para seus amigos e correligionários.

Milicianos, corruptos e operadores de esquemas pouco republicanos ao redor do presidente e de sua família, que ele age, ora às escondidas, ora bem as vistas, para proteger e defender estes cidadãos de ficha nem tão limpa quanto se esperaria das pessoas ao redor de alguém que defende extermínio de bandido. E quando um adversário político atenta-se ao fato em uma de suas entrevistas, este presidente através de seu capanga nem tão fiel, Sérgio Moro, processa-o com base na lei de segurança nacional.

Não que a pessoa a quem vos dirige a palavra considere o Lula o supra sumo do universo, muito longe disso, mas entre 2004 e 2006 Lula era chamado de “gangster”, “chefe de quadrilha”, “lula lá e os 40 ladrões”, pela então candidata à presidência pelo PSOL Heloísa Helena, e pelo PFL (atual Democratas). Foram processados, mas nunca na lei de segurança nacional. 

O uso da lei de segurança nacional para processar pessoas e adversários políticos, só pelo simples fato de repercutirem notícia corrente é um atentado gigantesco contra os direitos democráticos, com graves repercussões para 2022, já que Bolsonaro será candidato e presidente, e nenhum opositor poderia, pela tese da acusação contra Lula, a atacar o presidente/candidato, já que ao mesmo tempo que ele é candidato, também é presidente, e como tal, chefe da presidência da república.

Se o presidente não quisesse que esta aura de miliciano baixasse sobre ele era só não defender milícia no plenário da câmara como fez no dia 12 de agosto de 2003 (página 42 das notas taquigráficas da casa que foi linkada), ou o chefe da milícia “escritório do crime” Adriano da Nobrega, mandando seu filho condecorá-lo e deixando dúvidas no ar, como por exemplo, será que ele mandou Flávio Bolsonaro empregar familiares do miliciano também?

E assim se soma mais um ataque às liberdades democráticas feitas pelo governo Bolsonaro e seus asseclas, deixando o Brasil mais próximo de uma ditadura, com um presidente que defende a ação extra-institucional de membros da segurança pública para matar “inimigos da ordem pública”. A única forma de deter isso é com a expulsão da demolidora Bolsonaro e seus asseclas do poder. Justamente a minha crítica ao Lula é que ele não chama o fora Bolsonaro, o PT tem medo de tirar esse sujeito fascista e imoral do poder, não tenham medo, pois o pior é deixá-lo processar os outros pela lei de segurança nacional e sufocar qualquer oposição a ele.

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