A demolidora Bolsonaro está numa nova campanha contra o povo, falando de que as medidas sanitárias como a quarentena são ruins para a economia e por isso deve acabar. Na entoada da demolidora estão pessoas como o dono da Havan, o dono da hamburgueria Madero e o publicitário e apresentador de televisão Roberto Justus, a mais fina nata da elite anti pobre para o qual é apenas número. 

Em seus intentos de manter minimamente de pé seus antros de exploração e mentiras, estes empresários sustentam a loucura negacionista do demolidor em chefe, Jair Bolsonaro e de sua ala psiquiátrica dentro da demolidora, capitaneada pelo astrólogo e chefe de seita, Olavo de Carvalho.

Em seu intento delirante de acabar com as quarentenas decretadas por diversos governadores como João Doria, Wilson Witzel, Ronaldo Caiado entre outros, a demolidora partiu para o ataque contra estes governadores, alguns que o apoiaram em sua eleição e que até pouquíssimo tempo atrás davam sustentação a demolidora, como Ronaldo Caiado

O episódio mais significativo dos ataques da demolidora aos governadores para que o povo retorne as ruas, não importando se ele morre de COVID-19, é o barraco (não tem outro nome para isso) entre o governador de São Paulo, João Doria, e o demolidor em chefe, na qual enquanto o governador de São Paulo pedia ajuda para o combate ao COVID-19 e pedia uma melhor postura de Bolsonaro, o demolidor em chefe respondeu falando em eleição e no quão Doria se utilizou de Bolsonaro para se eleger governador e que pretendia ser presidente em 2022.

Sim, uma boa parte destes governadores estão colhendo o que plantaram, sabiam da incompetência e do despreparo de Bolsonaro para a presidência, sendo a humilhação que estão passando agora nas redes sociais (como o fato do Doria está sendo chamado pelos bots bolsonaristas de “égua de tróia”) é até merecido, estão colhendo o que plantaram, mas não é porque eles merecem estar sendo pisados pelo delinquente que eles próprios elegeram que o povo deve pagar pelos erros deles. O povo não pode morrer por causa do golpe.

Porém, uma parte da elite golpista de fato não quer cuidar do problema, para eles, como a fala do dono da hamburgueria Madero exemplifica, para eles se morrerem 5 ou 7 mil pessoas, eles não se importam (portanto que não seja parente ou eles a morrerem) e é por isso que deve se pressionar o governo para que adote medidas mais efetivas para o combate à doença.

Apesar de aprovada na câmara, a ajuda de 600 reais para os informais, cujo o valor só chegou a este patamar por conta da pressão da câmara dos deputados com apoio de Rodrigo Maia, ainda não foi aprovada no Senado Federal. Ainda não há uma ajuda efetiva para a população ficar em casa e os testes ainda estão sendo feitos apenas nos casos graves, estes números oficiais (até o fechamento da matéria já estava em 2915 casos) estão muito abaixo da realidade, com muitos contaminados circulando como se nada tivessem.

O governo ainda não decretou a conversão da produção para os itens de combate a COVID-19 e suas consequências, como respiradores, ventiladores, álcool em gel. Só os governos estaduais estão se movendo para fazer hospitais de campanha, ainda não existe movimentação para aumentar os leitos de UTI, que precisaria aumentar muito, 50 mil leitos é pouco para o tamanho do desastre a caminho.

Mas para esses elementos da elite o povo é apenas número, não querem se mover para proteger a todos, somente a eles mesmo, para eles a vida humana está abaixo dos resultados econômicos, o Deus-Mercado está acima da vida. Não devemos aceitar este descaso com a vida humana, a única forma de reverter uma cultura de desprezo a vida, que existe no Brasil a muito tempo e está bem nítida nos índices criminais só pode ser revertida com o combate a este tipo de pensamento. Falência econômica se reverte trabalhando, estudando e inovando, falecimento não.

Recomendações do SUS (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br/ )

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