O pico do atual surto de COVID-19 na China já passou declarou um porta-voz da Comissão Nacional de Saúde, informa a agência Nova China. Segundo o porta voz da comissão, o número de novos casos na província de Hubei, onde se iniciou o surto, já caíram para um dígito, fora da província foram registrados apenas sete casos no restante da China continental e seis casos importados do exterior. No total a China registrou 80.980 casos com 3.173 mortes.

Para controlar a situação, que não foi fácil para os chineses, foi necessário implantar a maior quarentena do mundo até então, com o isolamento de uma cidade de 11 milhões de habitantes, o equivalente a isolar o município de São Paulo, sendo Wuhan a 4ª maior cidade da China, equivalente no ranking local a cidade de Salvador. Isso gerou grandes consequências econômicas que ainda serão sentidas mesmo após a retomada da rotina na China.

O caso chinês mostra que o COVID-19 é uma doença que pode ser vencida, que mesmo sendo uma doença que é facilmente transmitida, como um resfriado comum, ainda sim é possível controlá-lo, curá-lo e restringir a sua transmissão. Isso não quer dizer que é um mal menor, com uma taxa de mortalidade de 3%, sendo na ordem de 10% entre os mais idosos, não pode ter vacilação em relação a ela, e apesar de ter desconsiderado sua gravidade no começo, a China mostra que é possível vencer.

Acima de tudo, temos que ter racionalidade em relação a doença, seguindo sempre as orientações do Ministério da Saúde (que ainda não é terraplanista) e as recomendações médicas. As consequências econômicas do COVID-19 já estão aí e não serão boas, mesmo com a doença controlada, mas para que ela passe, primeiro é necessário a doença em si, reformas econômicas não surtirão qualquer efeito sobre esta crise e não podemos aceitar qualquer retrocesso em relação aos nossos direitos.

recomendações do Ministério da Saúde (fonte: pagina oficial do Ministério da Saúde)

Ler Também:

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.