Não há outra forma de descrever tal notícia insólita mas é isso mesmo, ontem (20) o preço dos contratos futuros com vencimento em maio WTI (que é o índice de referência de preços nos EUA) chegaram a ser cotados em 37 dólares negativos. Isso seria como se o vendedor te entregasse a mercadoria e mais 37 dólares para você levar para casa.

A queda foi revertida no final do dia, mas o estrago estava feito e hoje o barril Brent (que é o índice de referência global) caiu 26% e está cotado no momento de fechamento dessa matéria em US$18,77, o menor valor nominal desde 1999. Isso porque nos EUA os armazéns de petróleo estão lotados e uma grande parte desse petróleo está armazenados em petroleiros em alto mar, o que joga para o subsolo os preços do chamado “ouro negro”, já que os EUA estão paralisados por conta da pandemia.

Esse é um dos sinais mais fortes de que a economia está entrando em um período de forte recessão, onde as consequências da pandemia em combinação com uma crise econômica que já se desenhava no horizonte pode ser o início de uma grande depressão econômica com grandes consequências para todos. 

O preço do barril de petróleo já tinha sofrido um colapso no começo de março com uma combinação das primeiras medidas de combate a pandemia na Europa, mais a falta de acordo entre os membros da OPEP+ para reduzir a produção de petróleo, o que acarretou uma histórica queda de 30% dos preços naquele dia.


Essa queda, que tem tudo para se mostrar uma queda prolongada, jogará países do Oriente Médio, África e a Venezuela para a beira do abismo, isso se não entrarem em colapso. Outras commodities podem ainda sofrer fortes quedas, o que pode afetar de forma frontal a economia brasileira, já muito fragilizada pela histórica queda registrada no crescimento da China, nosso maior parceiro comercial.

Recomendações do Ministério da Saúde (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br/ )

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