O demolidor em chefe, Jair Bolsonaro, de domingo para cá está tomando diversas atitudes irresponsáveis com a saúde do povo e até mesmo em relação a claque que o apoia. No domingo (15), mesmo após pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, onde o próprio demolidor em chefe recomendava o cancelamento dos atos, segundo ele “espontâneos” (me engana que eu gosto), ainda sim se reuniram em várias cidades em todo o país. 

No alto de sua loucura e após 5% da comitiva que viajou aos EUA ficarem com COVID-19, o demolidor em chefe saiu as portas do palácio do planalto para comprimentar as pessoas que pediam o fechamento do congresso e do STF ignorando tais recomendações dadas em pronunciamento em rede de rádio e TV. Pegou na mão, colou o seu rosto com o de manifestantes. Questionado em entrevista na estreia da CNN Brasil (o mais novo passa pano da república) declarou que os questionamentos era porque “os outros políticos tem medo do povo na rua”.

Porém, a fala mais criminosa do demolidor em chefe foi a entrevista na segunda-feira (16) ao Datena na rádio Bandeirantes, onde ele declarou que “há uma histeria em torno do assunto, criada pela grande mídia”, contrariando as recomendações do próprio ministro da saúde, subordinado à presidência da república.

Mas as atitudes de Bolsonaro não é algo isolado apenas do demolidor em chefe, toda uma elite que está se isolando em casa, não dá a possibilidade para que os mais pobres não utilizem o transporte público, ou o utilizem o mínimo possível, não há qualquer movimentação para auxiliar os 52% das população que, ou está trabalhando de maneira informal (41%) ou está desempregada (11%) para se sustentar mesmo isolados em casa, não havendo sequer o reforço ostensivo da limpeza de ônibus e trens, que podem se transformar em grandes propagadores da doença.

O maior problema da COVID-19 é a sua capacidade de se propagar rapidamente, com a mesma mecânica de um resfriado, com o agravante de também estar presente nas secreções fecais dos contaminados, que em um país com apenas 38% de esgoto tratado, isso pode se transformar em um pesadelo em termos de saúde pública. 

Atitudes irresponsáveis, como as do presidente e da elite brasileira mostra o quão criminosas elas são, estão dispostos a matar toda a população só para não perder sua boquinha, manter-se mais e mais rica, não se importam se a doença tem a capacidade de sobrecarregar as UTIs porque 20% dos casos necessitam de intubação. A taxa de mortalidade desta doença só é de 3,5% se as pessoas contaminadas tiverem os cuidados necessários, na Itália, onde a situação é pior, a taxa de mortalidade é de 8%, justamente porque não é leitos para todos. A única salvação para o povo é um SUS forte, levando a sério as recomendações dos médicos sanitaristas, mas se fosse pela vontade da demolidora e desta elite que o sustenta, o povo vai morrer.

Recomendações do Ministério da Saúde (fonte: pagina oficial do Ministério da Saúde)

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