É nesta segunda-feira (3) que começa o ano legislativo num momento difícil da nossa história, com um presidente que governa de forma improvisada ao sabor das redes sociais, qualquer raposa um pouco mais inteligente se sobressai e domina todo o panorama político e nesse momento essa raposa se chama Rodrigo Maia.

Rodrigo Maia assumiu a câmara dos deputados numa eleição extraordinária em julho de 2016, na esteira da renúncia de Eduardo Cunha na presidência da casa por conta do avanço da Lava-Jato. Maia assumiu falando em pacificar o plenário da casa, tendo sido eleito com o apoio de parte da esquerda (principalmente o PCdoB e do PDT), faz um mandato como presidente da câmara com diversos ataques ao povo, como por exemplo, a reforma trabalhista de 2017.

Foi Rodrigo Maia foi um defensor da reforma da previdência no governo Temer e durante o governo Bolsonaro, foi o principal articulador da votação da reforma por conta da pressão do empresariados, dos bancos e da grande mídia em peso, que mesmo no meio da improvisação de Bolsonaro, ainda sim conseguiu passar mais esse ataque ao povo. 

Sua atuação ano passado para passar as reformas e sua seleção criteriosa das medidas provisórias e projetos de lei que ele articularia para que fossem aprovados pelo crivo da casa ou não, foi o principal ponto de sustentação do governo ano passado e ainda vai ser nesse ano. Como por exemplo, a lei anti crime do ministro Sérgio Moro, teve muito da proposta original modificada por conta da atuação de Rodrigo Maia, que foi alvo de críticas duras de Moro no começo do governo, chegando a gerar uma crise entre Maia e Bolsonaro.

Para este novo ano legislativo, diversos novos ataques ao povo estão sendo planejados ou estão na gaveta pronto para ser aplicado, como a reforma administrativa, que visa precarizar o funcionalismo público, a proposta verde amarelo da precarização do primeiro emprego, e a reforma tributária que ainda não tem um desenho definido. 

Rodrigo Maia, com o amadorismo do governo no trato da articulação política é o grande protagonista desses ataques. Maia é o legislador do governo Bolsonaro e os ataques que a presidência implementa, é em grande parte, por conta da atuação do presidente da câmara, que é o grande definidor da pauta de votações da casa e se ele quiser pautar projetos que não são de interesses do governo assim pode fazer, ainda que eles não passem. 

Por isso é loucura a esquerda fazer acordo com a direita tradicional, porque o governo já é controlado por essa direita, que está em posições-chave dentro da máquina pública, na qual, se realmente quisesse se opor a Bolsonaro, já teria dificultado e muito a vida do governo.

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