Actualidad RT, 05 de Maio de 2020:

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, através de um discurso televisionado na noite de 4 de maio, declarou que um dos 13 detidos, capturados como resultado da tentativa de incursão frustrada neste país latino-americano no domingo passado, afirmou que entre os integrantes de seu grupo haviam dois cidadãos dos EUA que eram membros da equipe de segurança pessoal do presidente dos EUA.

Segundo o presidente, o pertencimento desses americanos à segurança de Donald Trump foi manifestada “por um cidadão com o sobrenome Baduel”.

https://twitter.com/PresidencialVE/status/1257491172760715268

Depois que os invasores foram presos, as autoridades venezuelanas obtiveram a documentação de Luke Alexander Denman e Airan Seth Berry, dois americanos que faziam parte do grupo.

Durante seu discurso, o presidente Maduro mostrou os documentos, que incluíam os passaportes dos EUA, carteiras de motorista e documentos de veteranos do Exército dos EUA, além de cartões de identificação que demonstram que ambos pertenciam a empresa de segurança privada Silvercorp USA.

Anteriormente, o proprietário desta empresa, o oficial militar aposentado dos EUA Jordan Goudreau, assumiu a responsabilidade pela tentativa de incursão, ocorrida no último domingo na Venezuela, e vinculou o deputado opositor Juan Guaidó ao planejamento e financiamento do referido plano.

Goudreau afirmou ter assinado com Guaidó um “contrato de serviço geral” por 212 milhões de dólares para sua empresa de segurança privada, chamada Silvercorp USA, para realizar uma ação militar no país sul-americano, a fim de derrubar o presidente Nicolás Maduro.

Desde Colômbia, com a participação dos EUA.

O chefe de Estado venezuelano enfatizou que este ataque terrorista contra seu país foi preparado “desde Colômbia” e “o governo dos Estados Unidos decidiu usar o tempo da pandemia” para realizá-lo e “encher o país de violência e ter justificativa para outra escalada militar de intervenção” na Venezuela.

“Conseguimos descobrir essa incursão terrorista, sabendo que o governo dos Estados Unidos delegou a DEA para a preparação dessa ação e em uma empresa privada da SilverCorp todo o seu planejamento operacional”, disse Maduro. 

Ele observou que a DEA buscava “os chefes e cartéis da alta colombiana Guajira, venezuelana Guajira e vários estados do país, particularmente Falcón, La Guaira, Caracas e Miranda” para unir seus esforços a esses grupos criminosos e promover o terrorismo. Venezuela

Segundo o chefe de estado, a operação de guerra contra a estabilidade do país estava sendo preparada desde 10 de março, mas foi adiada pelo início da quarentena. “Logo que se deu a visita de Iván Duque a Washington foi dada a ordem de incendiar a Venezuela seja como fosse”, enfatizou Maduro.

Incursão fracassada

Em 3 de maio, o Ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Néstor Reverol, relatou uma tentativa de incursão por via marítima no país, que foi frustrado pelas autoridades locais.

“Pretenderam realizar uma invasão por via marítima um grupo de mercenários terroristas, procedentes da Colômbia, com o objetivo de cometer atos terroristas no país, perpetrando assassinatos de líderes do governo revolucionário e aumentando a espiral de violência (…) e com ele levar a uma nova tentativa de golpe de estado”, declarou o ministro.

Mais tarde, em 4 de maio, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, informou sobre a captura de um homem identificado como Gustavo Adolfo Hernández, supostamente envolvido na tentativa de incursão, por via marítima, no país sul-americano. Além disso, Saab declarou que “surgiram evidências contundentes” que ligavam diretamente o deputado opositor, Juan Guaidó, nesta operação.

Por sua parte, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou na segunda-feira que a tentativa fracassada de uma incursão marítima na costa norte da Venezuela tinha como objetivo principal assassiná-lo.

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