Actualidad RT, 24 de janeiro: O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, revelou quinta-feira que mantem dialogo com alguns setores da oposição para chegar a um acordo que permitirá que as autoridades do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) sejam renovadas e avancem nas eleições parlamentares, programadas para este ano com a participação de todos os partidos políticos.

“Estão se desenvolvendo conversas com vários setores da oposição venezuelana para buscar um acordo, que eu quero que se encontre”, expressou Maduro durante a comemoração dos 62 anos da revolta popular de 23 de janeiro de 1958 contra a ditadura de Marcos Pérez Jiménez.

O presidente destacou que seu desejo é chegar a um entendimento com os setores que se opõem a ele. “Eu quero um acordo com a oposição para renovar a CNE, para dar garantias extras, porque eu quero ir para uma eleição em que toda a oposição participe”, disse o presidente, confirmando que este ano na Venezuela serão realizadas as eleições legislativas “para renovar a Assembleia Nacional e que esteja a serviço do povo”.

https://twitter.com/PresidencialVen/status/1220430510553432067

Neste sentido, o Chefe de Estado da Venezuela convidou as Nações Unidas e outras organizações internacionais a nomear uma delegação que possa acompanhar as eleições parlamentares. “Faço um chamado à União Europeia, a ONU, que autorize uma missão de acompanhamento nas próximas eleições constitucionais”, afirmou.

A diretiva da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, liderada por Luis Parra, avalia a possibilidade de declarar “Omissão Legislativa” para que as novas autoridades do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) sejam eleitas pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

Segundo a AN, o Comitê de Indicação eleito durante a passada presidência em desacato a Juan Guaidó não está operacional, devido que alguns de seus membros não compareceram às sessões plenárias convocadas pelo atual chefe do Parlamento. Por esse motivo, não existem os dois terços requeridos para designar os novos reitores do órgão eleitoral.

Nesse sentido, Maduro rejeitou chamar o deputado opositor Juan Guaidó, que hoje cumpre um ano desde que se autoproclamou “presidente interino”.

“A única coisa que pode celebrar a oposição extremista é a corrupção e o fato de que enriqueceram todos os seus chefes as custas da Venezuela. A única coisa que podem mostrar ao mundo são suas brigas, suas divisões, sua falta de liderança. Seu líder é um lunático, a quem ninguém o elegeu, é um corrupto”, afirmou.

“Eu desejo que a justiça da Venezuela esteja acompanhando todos os apelos à intervenção militar e sanções, para que se tome as decisões que tem que ser tomadas, para fazer justiça, desejo como Chefe de Estado que assim seja”, concluiu.

Leia também:

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.