Actualidad RT, 16 de Janeiro: Irã está atualmente enriquecendo urânio a um nível mais alto do que antes da assinatura do acordo nuclear de 2015, anunciou nesta quinta-feira o presidente do país, Hassan Rohani, segundo Reuters.

“Estamos enriquecendo agora mais urânio que antes do que se alcançou o acordo. […] A pressão tem aumentado sobre o Irã, mas continuamos progredindo”, declarou o mandatário.

Teerã vem reduzindo gradualmente seus compromissos dentro do Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA o acrônimo em inglês), assinado em 2015, em resposta a retirada dos EUA do pacto em 2018 e da reimplantação das sanções norte-americanas, que paralisaram a economia do país persa.

Neste 14 de janeiro, Reino Unido, França e Alemanha – signatários do acordo nuclear de 2015 –  anunciaram que ativaram o mecanismo de disputa pelo incumprimento de Teerã dos termos do pacto.

Desde Irã qualificaram a iniciativa dos países europeus como uma “medida passiva” contemplada nas disposições do acordo, insistindo em que a nação persa está interessada em conservar dito tratado. Não obstante, Teerã ameaçou dar uma resposta “séria e firme” a toda “medida destrutiva” que tome qualquer um dos signatários do JCPOA.

Supostas ameaças de Washington

Entretanto, o periódico The Washington Post reportou que EUA havia ameaçado com a imposição de taxação de 25% as importações europeias de automóveis si Reino Unido, França e Alemanha não acusassem formalmente o Irã de violar o JCPOA.

Anteriormente em 5 de Janeiro, Irã anunciou que eliminaria os limites que impediam enriquecer urânio, mas sublinhou que continuará cooperando com o Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA).

A medida se produziu três dias depois dos EUA realizar um ataque ao aeroporto de Bagdá (Iraque), na qual foi assassinado o importante general Iraniano Qassem Soleimani e outras 11 pessoas.

O analista internacional Francisco Coloane opina que em seu enfrentamento com Teerã, Washington tem por objetivo derrotar o Governo de Irã e aumentar a instabilidade na região.

“derrubar o Governo iraniano, este é o objetivo que está sobre a mesa na política externa dos EUA. […] Fundamentalmente, aqui não tem razões econômicas. A única razão econômica é o mecanismo de pressão”, afirmou o especialista a RT.

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