Após mostrar quem realmente é no dia 19, às pressões de toda a sociedade se fizeram sentir no planalto. Para tentar escapar do processo de impeachment que pode rolar caso continue demolindo tudo (até as bases da própria direita) e para retornar ao jogo após ficar isolado ao tentar defender a política da morte pedida por seus necroempresário patrocinadores, tenta agora um acordo com as pessoas mais “íntegras” do Brasil (tirando suas quilométricas fichas corridas) que são os caciques do centrão, como ficou claro ontem (23).

Para conseguir apoios de pessoas como Valdemar da Costa Neto, Baleia Rossi, Gilberto Kassab, Roberto Jefferson, o demolidor em chefe da nação está loteando cargos de segundo escalão, como a secretaria de obras contra a seca e até mesmo o controle do Banco do Nordeste. Sua última jogada (com as consequências se desenrolando) é o anúncio da substituição do diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, deixando o (até o momento do fechamento dessa matéria) ministro da justiça, Sérgio Moro, a ponto de romper de vez com o demolidor.

Sérgio Moro já não vinha tendo flores nas relações com Bolsonaro, como já enumerado por nossa humilde pagina no final de janeiro. Os últimos momentos antes da pandemia, Sérgio Moro já vinha ensaiando uma ruptura com Bolsonaro. Vendo que sua popularidade era maior que a do demolidor em chefe, Moro busca uma forma de manter o controle sobre os meios repressivos para obter o controle total do estado, não como um presidente democrático, mas como um ditador, se descolando de Bolsonaro.

Porém o demolidor em chefe após mostrar as garrinhas no dia 19, queimou as poucas pontes que tinha com Rodrigo Maia e temendo um impeachment começou uma aproximação com os caciques do centrão, pessoas “honestíssimas” que tinham apelidos reveladores na lista da Odebrecht que agora o demolidor em chefe oferece cargos em troca de apoio no parlamento no melhor estilo “velha política da governabilidade”, e o que tudo indica, uma das exigências desses “honoráveis” senhores é a fritura de Moro, que já estava nos planos do demolidor.

Sérgio Moro, projeto de ditador que subiu aos píncaros do poder destruindo o pacto político construído durante o governo Sarney e sacramentado no impeachment de Collor, já avisou que pode sair do cargo caso o diretor-geral da PF saia, abrindo uma crise inevitável, o racha no Bolsonarismo, já abordado em nossa humilde página anteriormente. 

Mas agora, no meio de uma pandemia ganha contornos dramáticos, já que logo quando o Brasil necessita de alguém para liderar, temos como líder um sabotador que pode sofrer um golpe de um projeto de ditador, mostrando que o fora Bolsonaro é uma necessidade urgente, mas não basta apenas tirar o Bolsonaro, é necessário tirar a corja toda e desmontar a rede de favorecimento e de cupinchas que Moro montou no aparato de segurança do país.

Mais do que nunca, é uma luta de vida ou morte que acontece no Brasil, a morte pelo vírus, a morte pelo vírus e por uma ditadura implacável, ou à morte por inanição, o país está a deriva e a desgraça que abate sobre o mundo, no Brasil ganha ares ainda mais catastróficos. Como diz o ditado, uma desgraça nunca vem sozinha, mas no caso brasileiro, a desgraça coadjuvante é a crise política que desde o começo do ano vem se instalando para destruir as liberdades democráticas que ainda garantem um pouco de civilidade em nosso país. 

Mais do que nunca se faz necessária expulsar a camarilha que se apossou do poder desde o golpe de 2016, é uma questão de vida ou morte, mesmo que uma pandemia não seja o momento ideal para uma troca de liderança, mas está claro que Bolsonaro quer que as pessoas morram para seus patrocinadores mantenham seus lucros enquanto Moro monta o aparato repressivo de sua ditadura.

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