Apesar de Jair Bolsonaro ser o fiel signatário de tudo que Trump recomenda como política pública, inclusive no combate à pandemia, os EUA anunciaram a proibição de entrada de viajantes não-estadunidenses que estiveram nos últimos 14 dias no Brasil. Mesmo os EUA sendo ainda o país onde teve o maior número de infectados com 1.568.448 casos confirmados segundo report de 24 de maio da OMS, ainda sim a proibição foi feita sob o pretexto de tentar barrar a importação de novos casos do Brasil.

Isso se deve ao fato de, diferente de Trump, que implantou uma quarentena rígida apesar de bem tardiamente, Bolsonaro agiu para sabotar qualquer intento de distanciamento social ou quarentena que tentaram implementar, ficando claro na reunião ministerial publicada pelo STF no dia 22 que Bolsonaro pretendia, inclusive, armar a população para forçar o fim destas medidas.

O presidente Donald Trump, no começo da pandemia a subestimou, chamando-a de “vírus chinês”, utilizando-a para proibir a entrada de pessoas provenientes da China enquanto o vírus vinha da Europa para os EUA, onde encontrou terreno fértil num país sem sistema público de saúde. Esse menosprezo inicial de Trump influenciou fortemente Bolsonaro que chegou a visitar o mandatário na Flórida no começo de março (com casos da doença pandêmica já registrados no Brasil e nos EUA) para acertar planos de guerra contra a Venezuela, onde 22 membros de sua comitiva foram contaminados.

Mas caso Donald Trump tivesse agido como Bolsonaro e feito uma campanha de sabotagem aberta contra o distanciamento social, possivelmente estaria exposto a várias medidas, além do processo de impeachment (onde ele não teria força para se salvar), ele poderia ser processado criminalmente pelas mortes ocorridas por tal ato. Já Bolsonaro, mesmo com uma gravação de reunião oficial dizendo que tem que armar a população para acabar com tais medidas, ainda está incólume e tentou baixar uma Medida Provisória para isentar os agentes públicos de responsabilização civil e administrativa.

A política criminosa de Bolsonaro para sabotar o distanciamento social está gerando um custo muito alto para o Brasil, com um crescente número de mortos (já na casa dos mil por dia), o sistema de saúde já chegando perto do colapso em algumas regiões e a imagem do Brasil mais arranhada do que nunca, voltando a ser taxado lá fora como um país insalubre. Tudo isso não é culpa do mensageiro que aponta a política criminosa do ocupante da presidência, mas sim de uma política desastrada de submissão de Bolsonaro a Trump, onde Bolsonaro o segue em todas os seus erros e agora pagamos muito caro por essa submissão cega.

instruções de uso de mascaras
O uso de máscaras de pano ajudam no combate à pandemia, colabore com esta luta.

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