O ministro da “educação”, Abraham Weintraub, assumiu que houve um erro na correção das provas do enem, um dia após a publicação das notas que tiveram uma grande redução na nota média das provas em relação à edição passada que segundo o ministro “foi o melhor ENEM de todos os tempos”. O MEC afirmou que o erro pode ter afetado até  30 mil estudantes, mas já há informações no momento que está sendo escrita essa matéria que pode ter sido maior que o originalmente publicado.

Essa não é a primeira vez que o MEC faz trapalhada sob a administração do demolidor Bolsonaro. O primeiro ministro indicado para o cargo foi o colombiano Ricardo Vélez Rodrigues, ligado ao astrólogo e auto-intitulado filósofo, Olavo de Carvalho, Velez fez uma péssima administração da pasta, deixando-a em total paralisia numa tentativa de “caça às bruxas”, projetos importantes como o SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), o ENEM, o FIES, e o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) .

Além disso o demolidor Vélez protagonizou episódios tragicômicos que vão ficar na memória do folclore político nacional, como por exemplo, a entrevista para a revista Veja onde ele declara que “o brasileiro viajando é um canibal”. Também declarou que  a ideia de universidade para todos “não existe”  e que as vagas nas universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, e ainda o pedido que ele as escolas de todo o Brasil para que lessem uma carta terminada com o lema de campanha de Bolsonaro, gravassem e mandassem para o MEC

O acúmulo de trapalhadas sem fim fez Bolsonaro demitir Ricardo Vélez e o substituiu pelo atual ministro Weintraub. Agressivo, destrutivo, antidemocrático e semi-analfabeto, Abraham, formado em economia, iniciou uma nova fase da destruição da educação brasileira, cortou a verba das universidades e institutos federais alegando que fazem ‘balbúrdia’.

Se aproveitando do sucateamento que estava promovendo, ele lançou o programa “future-se”, que promove um começo de privatização das universidades como a entrega da administração para as O.S. (organizações sociais),  em um sistema parecido com o que já ocorre com a saúde, onde a estrutura é do governo, mas a administração uma parte das funções é de responsabilidade das O.S. O projeto foi reformulado depois para incluir fundações de apoio junto com as O.S. e retirar alguns pontos como a permissão para que hospitais universitários cobrem de quem tem plano de saúde.

E como não bastasse um ministro da educação destrutivo e antidemocrático, também ele é semi-analfabeto, ou no mínimo não sabe usar um simples corretor ortográfico. Em seus twits e textos internos e externos, vários erros ortográficos são encontrados e de forma recorrente, erros como “paralização” (em vez de paralisação), “suspenção” (em vez de suspensão) e “imprecionante” (em vez de impressionante), coisa que o proprio mestre reprovaria e usava para desqualificar outros ministros da educação

Apesar do corte verba ter sido revertido em outubro do ano passado, existe ainda um ímpeto destrutivo no governo Bolsonaro, um ímpeto anti-intelectual, que deseja a destruição da intelligentsia nacional com o completo sucateamento das universidades, a completa privatização do ensino, a propagação de teorias conspiratórias, criando ojeriza contra a ciência e a cultura, que só voltou atrás na ideia da “escola sem partido” pela grande pressão que a sociedade exerceu contra essa atrocidade.

Esses problemas não são resultados deste ou daquele ministro da educação de Bolsonaro, são problemas do próprio bolsonarismo, pois ele não foi concebido para construir nada, mas sim para destruir todos os tímidos avanços conseguidos nos últimos 30 anos desde as primeiras eleições minimamente democráticas e além. Não é substituindo o funcionário da demolidora que a demolição vai ser paralisada, mas somente com a retirada do demolidor em chefe, Jair Bolsonaro. Se fora Bolsonaro está fora de moda, já que a esquerda não ousa mais a dizer, porque não fora Jair? é curto, e soa como “fora já daí”.

#FORAJAIR!

Bônus: Guru do governo detona ministros da educação por erros de gramática

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