Granma 13 de Janeiro: As redes sociais Instagram e Facebook procederam a eliminar todas as publicações que mostram apoio ao general iraniano que foi assassinado pelos EUA em Bagdá no dia 3 de janeiro por ordem direta de Donald Trump.

Essa medida se adotou para acatar as sanções estadunidenses, informou um porta-voz do Facebook a rede CNN. Em particular se trata da proibição de manter em suas plataformas digitais publicações que apoiam ou buscam promover as ações de pessoas sancionadas pelo país norte-americano.

Ditas medidas se fizeram notar especialmente no contexto do assassinato perpetrado por Washington, visto que uma das consequências foi uma onda de publicações que homenagearam ao falecido general iraniano. De fato, Facebook e Instagram também bloquearam as contas de pessoas sancionadas.

Assim, a conta pessoal do próprio Qasem Soleimani foi bloqueada no Instagram depois que os EUA declararam o Corpo de Guardiões da Revolução islâmica, dirigida pelo alto-comando iraniano, como uma organização terrorista. Entretanto, Instagram e Facebook não são as únicas redes sociais que realizam essas medidas.

Twitter bloqueou a conta do serviço de imprensa do presidente sírio Bashar al-Assad, depois de que foram publicados alguns tweets sobre a visita de seu homólogo russo, Vladimir Putin, a Damasco.

Teerã não ficou com os olhos fechados ao ocorrido e pediu que seus cidadãos copilem provas de que suas publicações foram apagadas para empreender ações legais contra essas redes sociais. Por sua parte, o porta-voz do Governo iraniano, Ali Rabiei, taxou as ações de Instagram e Facebook de “não democraticas”.

“Com uma ação não democrática e desavergonhada Instagram bloqueou a voz de uma nação inocente que protesta contra o assassinato do general Soleimani, enquanto que os verdadeiros terroristas ainda contam com sua voz aberta”, comentou o político.

Ao mesmo tempo, a Associação de Jornalistas iranianos denunciou que foram eliminadas as contas de vários meios estatais persas, além de 15 jornalistas terem sido censurados. Entretanto, Irã não tem sido o único lugar onde as ações de Instagram e Facebook tem causado incomodo.

Assim, o jornalista estadunidense Ben Norton comentou em sua publicação no Twitter que as grandes companhias tecnológicas são “a polícia do pensamento dos Estados Unidos”.

“Dizem que o fazem para cumprir as sanções dos EUA, mas como as publicações violam as sanções?” questionou Norton.

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