E continua “Eu sou Messias, mas não faço milagre”. Este é o verdadeiro Jair Bolsonaro, não se importa com as mortes, faz deboche, é um presidente que está pouco se lixando se você vai viver ou não. Antes que falem que isso é uma manipulação grosseira, esse fato foi dito numa das muitas lives dele, na noite de terça-feira (28), desta vez na frente do Palácio da Alvorada, para jornalistas e claque dele.

Essa não é primeira vez que vem menosprezando a doença, menosprezou no começo ao chamar de “gripezinha”, “resfriadinho”, naquele infame pronunciamento a nação. Depois ele começou uma campanha para sabotar as medidas de distanciamento social que haviam sido implementadas para conter o contágio. Demitiu o ministro da saúde, que apesar de não ser grande coisa, mas foi demitido porque estava fazendo meramente sua obrigação, que era sustentar o distanciamento social.

Depois fez manifestação para pedir o fechamento do congresso e do STF, e o fantasma do impeachment começou a se tornar uma visão do horizonte pós-pandêmico. Começou então a fazer acordos com o centrão, pessoas “limpissimas” com fichas “limpissimamente” quilometricas, apelidos carinhosos em listas de propinas e participantes confessos de “limpissimos” esquemas ilegais. Então Moro (há muito na berlinda) caiu, saiu atirando, não porque ele seja uma pessoa honesta, na verdade, Moro é um projeto de ditador, mas agora as pessoas que Moro quase colocou na cadeia queriam acabar com o poder de Moro e exigiam sua cabeça,

Agora, não mais com 2 mil casos da doença, como no momento que Bolsonaro aprofundou a loucura homicida de seu governo, mas com 5 mil MORTOS pela doença, Bolsonaro fala “E daí?”. Longe de ser uma vítima das circunstâncias, dava para fazer muita coisa, nossa humilde página publicou no dia 31 de março artigo mostrando algumas das iniciativas que poderiam ser feitas pela presidência para minorar a situação.

Medidas como reconversão da produção, para diminuir a nossa dependência da importação de produtos hospitalares do exterior, testagem em massa, suspensão dos cortes de água, luz, internet e dos despejos. Tudo isso era (e ainda é) respaldado pela constituição, com o artigo 5° inciso XXII, XXIII e XXV aparando estas iniciativas, além do artigo 6° e do artigo 196°. 

Longe de ser alguém que não tinha como resolver a situação, Bolsonaro era (e ainda é) a pessoa que poderia resolver a situação, mas ele não quer. Quando falamos que o impeachment de Bolsonaro era uma questão de vida ou morte não era apenas uma figura de linguagem, de fato, Bolsonaro não saiu e agora se coloca em prática planos de contenção funerária, para evitar que os mortos se acumulem pelas casas, ruas e praças, já com o uso de valas comuns em Manaus.

Não bastam notas de repúdio, não basta colocá-lo na linha, não basta tentar educá-lo, nada dessas medidas cosméticas bastam. O povo morre aos borbotões, os hospitais já estão lotados, a fome já é uma realidade. Por isso é urgente a retirada de Bolsonaro do poder, de qualquer jeito, já falei que ameaças não bastam, que tem que impeachar. Se não for pelo congresso, então que seja pelo STF, ou alguma outra forma, mas não é mais possível ter Bolsonaro na presidência. É uma questão de vida ou morte e o povo está morrendo.

FORA BOLSONARO!

Leia Também:

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.