Segundo matéria do estadão publicada hoje (31) citando dados do tesouro nacional, o governo Bolsonaro no primeiro ano de seu mandato ampliou os gastos discricionários (despesas com investimentos e funcionamento da máquina pública) da defesa em 22,1%, enquanto a pasta da educação teve queda em seu gastos de 16%. Saúde também teve uma queda de seus gastos discricionários em 4,3. Todos esses números já descontam a inflação do período.

O governo Bolsonaro vem priorizando a defesa e os militares em diversas políticas, não apenas nos gastos discricionários, como também na reforma da previdência, bastante dura para os civis, mas que para os militares fora suavizada com medidas de incentivo como, por exemplo, o Adicional de Compensação de Disponibilidade Militar, que é um adicional relativo a exclusiva disponibilidade do militar para a corporação. sendo que para os praças o adicional varia de 5% até 32% e para os oficiais de 35% a 42%. Para ambos o percentual varia conforme o tempo de serviço.

Essa e outras medidas minoraram muito os efeitos da reforma da previdência dos militares, enquanto para os civis a reforma foi mais dura num momento de refluxo dos direitos trabalhistas, que vem sofrendo sucessivos ataques do governo, que declara falsamente que a volta dos empregos depende da diminuição dos direitos, num país com um salário mínimo baixo em relação à média mundial (isso até quem defende os ataques aos direitos trabalhistas assume), e que segundo o DIEESE, para se cumprir a lei do salário mínimo, seu valor deveria ser mais de 4 vezes maior que o atual.

Essa é uma amostra do favoritismo do Bolsonaro aos militarem em relação às necessidades do resto do nação, que vem sendo atacada em todas as frentes, mas não por exércitos estrangeiros, porem pelo nosso próprio governo que age como um governo de ocupação, pois em qualquer parte do mundo a educação é considerada a chave para o desenvolvimento e o salto de qualidade de todo um país. Atacar a educação é atacar o nosso futuro. A única forma de resguardá-lo é retirando o demolidor em chefe da presidência.

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