Nesta quinta-feira (07), Bolsonaro realizou junto com empresários, o ministro da economia, Paulo Guedes e o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, uma reunião de surpresa, onde foi discutido a questão do isolamento social e do endurecimento das medidas de tais medidas para o combate à pandemia no Brasil.

Nesta reunião, Bolsonaro criticou a decisão tomada pelo supremo de dar autonomia para os estados e municípios para tomar as medidas de distanciamento social e da dosimetria destas medidas. Porem a fala mais escatológica desta reunião não sai da boca de Bolsonaro (que milagre!), mas sim de um empresário que o acompanhava, “alertando” que caso as políticas de distanciamento social continuem ou sejam endurecidas, que poderão ocorrer a “morte de CNPJs”.

Enquanto isso o Brasil passa por uma aceleração no número de casos e de mortes pela pandemia, causada pelos sucessivos atos de sabotagem das medidas de isolamento social feitas pela presidência da república. Segundos as análises feitas por órgãos internacionais, quanto maior o número de mortos, mais profunda será a recessão. No caso brasileiro, já vínhamos de um cenário econômico difícil, com uma taxa de desemprego de 11% e 41% de informais, totalizando 52% da população economicamente ativa que já não tinham garantias sobre seu futuro e que hoje recebem míseros 600 reais para sobreviver, nem ao menos é 1 salário mínimo.

O Bolsonarismo com essa reunião mostra que não se importa com as vidas perdidas pela pandemia, não se importa se existem ou não respiradores para todos, se há ou não leitos de UTI para todos. Num momento onde a pandemia está em alta e que já se discute a criação de uma fila única de utilização de UTIs, com o confisco de leitos da rede particular para o SUS, medida amparada pelo artigo 5°, inciso XXV da constituição federal, a única coisa que preocupa o presidente e os necroempresarios que o patrocinam é a “morte de CNPJs”.

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