Telesur TV, 22 de janeiro: O ministro da Economia da Argentina , Martín Guzmán, disse quarta-feira que o Executivo Nacional não aceitará as condições do Fundo Monetário Internacional (FMI) para renegociar o contrato de pagamento da dívida que rege desde 2018.

“O programa econômico foi projetado e executado por nós, não vamos permitir nenhuma condicionalidade, o nosso é nosso”, disse Guzmán, em entrevista coletiva.

Com o objetivo de acordar novos prazos sem que exista condicionalidade para Argentina, no final de janeiro o chefe da economia terá uma reunião com parte dos membros do organismo em Nova York, Estados Unidos, e em fevereiro, se reunirá com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, no Vaticano.

O ministro também anunciou o envio de um projeto de lei ao Congresso para avançar na troca de dívida com o FMI em moeda estrangeira. O governo, presidido por Alberto Fernández, mantêm conversações com a instituição financeira internacional em tom “construtivo” para reestruturar os pagamentos programados.

Argentina pretende renegociar com o FMI o acordo por 57,1 bilhões de dólares, dos quais já ingressaram ao país 44 bilhões de dólares, pagamentos que têm prazos de vencimento concentrados entre 2021, 2022 e 2023.

No outro lado, Guzmán qualificou de “prudente e responsável” a proposta da administração do governador de Buenos Aires (capital), Axel Kicillof, de adiar o pagamento de 256 milhões de dólares de dívida que vence no dia 26 de janeiro, e disse que foi uma iniciativa coordenada em conjunto com a Nação.

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