O demolidor em chefe, Jair Bolsonaro, convocou pessoalmente, em particular pelo WhatsApp e pelos perfis pessoais uma manifestação para o dia 15 de março, cuja a pauta principal é o fechamento do congresso e do STF. Não que me apeteça muito estas instituições, diga-se de passagem, mas o que Bolsonaro quer com esta manifestação é uma desculpa para dar um golpe e se tornar o governante absoluto do país. Algo extremamente grave.

Diversos meios, alternativos e grandes, já se manifestaram contra a convocatória de Bolsonaro. O que mais chamou a atenção e o que reflete a opinião geral, principalmente dos mais moderados,  é o editorial de quarta-feira (26) da Folha de São Paulo, na qual ele considera tais atitudes do presidente inaceitáveis e que a única forma de “controlá-lo” é com uma ameaça de impeachment. 

Como o título do artigo sugere, considero que ameaças não apenas são inócuas nesta situação, como também poderia colocar ainda mais lenha na locomotiva golpista, ao invés de freá-la. Uma ameaça que não se concretiza é uma chance de organizar e articular e elementos golpistas nas instituições que a manifestação ameaça, justamente para conspirar contra elas.

Um impeachment é como uma luta, ou você derruba o adversário ou o adversário te derruba, no impeachment ou você articula a quantidade de votos necessários para derrubar o presidente ou o presidente vai articular a quantidade de votos necessários para sobreviver no cargo. Em qualquer caso, uma ameaça não concretizada de impeachment poderá ser o que a demolidora Bolsonaro precisa para organizar uma base de apoio fixa nas casas.

A única forma de barrar as ameaças antidemocráticas da demolidora Bolsonaro, que vem se avolumando desde o começo do ano não é com meras ameaças, mas com ações concretizadas é com a materialização do “fora Bolsonaro. Ele não pode se limitar apenas ao Bolsonaro, mas a toda a chapa, incluindo o Gen. Mourão, que também é antidemocrático, o seu passado é bem esclarecedor perante a isso.

A intentona antidemocrática de Bolsonaro, pelo que tudo indica, só vai piorar. Ela só poderá ser contida com o afastamento definitivo do presidente e de toda a chapa do poder. Nas atuais circunstâncias é complicado passar o impeachment no congresso, pois ele está dominado pela direita e somente o povo na rua é que pode fazer acontecer esse impeachment, porém é necessário que as direções dos partidos de oposição saiam se livrem deste clima de velório e mobilizem suas bases para a árdua luta que está por vir, ou senão os velórios, não da política, mas de opositores políticos estarão na ordem do dia.

FORA BOLSONARO!

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.