O bolso-olavismo é um transtorno político que leva a ao fascismo e a ditaduras, tendo como principais sintomas o uso excessivo de fake-news, a destruição da educação, da ciência e do pensamento científico e crítico, a destruição da imprensa livre, tanto a tradicional, que o governo coloca no bolso, quanto a alternativa, que está cada vez mais perto de ser colocada na ilegalidade.

É uma doença que torna a externalização de preconceitos algo banal, como as recentes falas de Paulo Guedes sobre os funcionários públicos, chamados de “parasitas”, segundo ele levou até bronca da mãe segundo o ministro, que é funcionária pública, por tanto, pela fala do ministro entra na categoria de “parasita”. Mas ontem (12) ele externalizou preconceito de classe, ao minimizar o dólar batendo recordes, ele declarou segundo matéria do Estadão:

“Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, em função de importações, turismo, todo mundo indo pra Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia. Peraí”.

E percebendo o lamaçal na qual estava se metendo se afundou ainda mais ao dizer:

“Vamos botar todo mundo para conhecer o Brasil. Eu, de vez em quando, quis dar o exemplo, mas falam: ‘ministro diz que empregada doméstica estava indo para  Disneylândia.’ Não. O ministro estava dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo estava indo para a Disneylândia, até as classes sociais mais baixas. Todo mundo tem que ir para a Disneylândia conhecer Walt Disney, mas não ir três, quatro vezes ao ano, até porque, com dólar a R$ 1,80, tinha gente indo três vezes ao ano.”

Outro caso escatologico ocorrido nesta semana foi o depoimento na CPMI das Fake News, Hans River do Rio Nascimento, que havia fornecido informações sobre um esquema de disparo de fake news, durante as eleições de 2018 para favorecer a campanha de Jair Bolsonaro, mas um pouco antes da matéria da jornalista Patrícia Campos Mello ser publicada, Hans havia fechado um acordo trabalhista com a antiga empresa de disseminação de fake news, disse que a jornalista havia insinuado trocar sexo por informação. 

A jornalista então publicou as conversas que teve entre River dos Rios desmentindo a afirmação do sujeito, mas a rede bolsonarista já estava em polvorosa, com direito ao Eduardo Bolsonaro propagar essa informação falsa.

Isso não é algo de momento, mas um sintoma de problema maior, o Bolso-olavismo, que é uma doença da política brasileira, vinda dos mais profundos problemas enraizados na nossa sociedade. Vem da desigualdade crônica, do racismo vindo direto dos tempos da chibata, do machismo, do vendilhanismo de uma elite que venderia a própria mãe para conseguir um green card, e com esse vendilhanismo vem junto o desprezo pelo nacional, pelo conhecimento, pela ciência e o pensamento crítico, que são as ferramentas para mobilizar as pessoas para que o Brasil saia deste atoleiro civilizacional.

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