Como adiantado pela nossa humilde página, primeiro no dia 26, logo após o carnaval e agora no último resumo da semana, a crise global vem se aprofundando e hoje (09), por conta do colapso do preço do petróleo que foi na ordem de 30%, que por sua vez causou uma grande queda generalizada das bolsas no mundo todo, com Dow Jones caindo 7% e o Bovespa caindo 10% na abertura, causando o acionamento dos respectivos mecanismos de circuit breaker.

Este colapso do preço do petróleo foi causado pelo fracasso da negociação entre os países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e os grandes produtores de fora da OPEP (no caso a Rússia) para a redução da produção de petróleo por conta da paralisia econômica causada pelo COVID-19, que declararam que a partir de 1 de abril às restrições de produção cairiam. Imediatamente após o fracasso do acordo, a ditadura monárquica absolutista da Arábia Saudita, diminuiu o preço oficial de venda do seu óleo e declarou que irá aumentar a produção, entrando numa guerra de preços com o governo de Moscou.

As bolsas asiáticas e europeias também tiveram fortes baixas, ainda por cima, com o abalo da notícia de que a Itália irá isolar uma grande área ao norte que inclui Milão, Veneza e a Lombardia. Tudo isso paralisa ainda mais o já paralisado fluxo comercial global, o qual já sofre com a falta de suprimentos vindos da China e do consumo dos chineses para sustentar a economia global.

No Brasil, os impactos vão ser grandes, devido a nossa dependência da economia chinesa e das commodities que estão interligados e sentem o impacto da paralisia econômica global. Na América Latina, a situação continua delicada, com os tambores de guerra soando novamente contra a Venezuela, o país que mais vai sofrer com este novo colapso do preço do petróleo, já combalido pelo colapso de 2015.

Temos que ficar atentos, pois a solução desta crise não virá com mais sacrifícios para o Deus-Mercado e sua “mão invisível”, já que este é um problema global que atinge o Brasil justamente por sua forte dependência econômica. O que remediaria a situação a longo prazo é uma política de promoção da independência econômica nacional, para que tenhamos uma economia voltada para as necessidades de nosso povo e não para as necessidades do mercado internacional, que está entrando em colapso.

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