Na República das coincidências, após a coincidência de terça-feira (26), onde por todas as coincidências de ter operação contra um governador adversário de Bolsonaro, que inclusive foi vazada no dia anterior por Carla Zambelli, na Quarta-feira (27), por puríssima coincidência também, foi deflagrada uma operação de busca e apreensão contra bolsonaristas propagadores de notícias falsas e dois empresários que estariam financiando esta maquinaria, operação feita no âmbito do inquérito das fake news, aberta pelo presidente da corte Dias Toffoli cujo o relator é o ministro Alexandre de Moraes.

A reação da direita em relação a operação realizada deixa claro que há um verdadeiro risca-faca dentro das instituições, onde de um lado, temos uma ala da elite tentando controlar Bolsonaro, ainda na inútil esperança do “vamos te botar na linha”, e do outro o Bolsonarismo partido para o “tudo ou nada” contra as instituições e os direitos democráticos, reforçando o aparato de mentiras e o grupo paramilitar incipiente “300 de Brasília” comandados pela nazista e uma dos alvos da operação do STF, Sara Winter.

Os alvos da operação, além da nazista Sara Winter, diversos deputados federais e estaduais como as deputadas federais Bia Kicis e Carla Zambelli (ex-Femen assim como Sara Winter) diversos influenciadores neofascistas como Alan dos Santos e necroempresarios como o dono da Havan, Luciano Hang, e o dono da rede de academias Smart Fit, Edgard Corona. Tudo isso também depois de Abrahan Weintraub ser convocado a prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal e ao STF pelas declarações proferidas na reunião de 22 de abril, onde falou que “deveriam prender todos esses vagabundos a começar pelo STF”.

Bolsonaro falou na manhã de hoje, na frente do Palácio da Alvorada pregou a desobediência às ordens do STF ao dizer que “ordens absurdas não se cumprem, temos que botar um limite”. O bolsonarismo foi duramente golpeado com a operação ordenada pelo STF, deixando claro que vai responder de forma mais agressiva, porém essa resposta pode ser o fim do que resta de democracia no nosso país.

O inquérito das Fake News nasceu de forma viciada, já que naquela época não havia um crime realizado nas dependências ou dentro do STF como manda o regimento interno, mas as ameaças feitas por vários bolsonaristas após a operação dá a ela a justificativa perfeita para continuar, agora de forma mais intensa que antes, até mesmo com a prisão de alguns desses elementos. 

Alexandre de Moraes após estas atitudes dos bolsonaristas só não manda prender se não quiser, infelizmente a forma que esta ala da direita encontrou para combater o bolsonarismo é também destrutivo, põe o resto de democracia em xeque e pode ser usado contra a oposição. Essa forma de ação contra o bolsonarismo não deve ser endossada, apesar de motivos para ser realizado não faltam. O autoritarismo deve ser detido.

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