Como já adiantado por nossa humilde página em diversos artigos publicados desde o começo da página, a disputa entre Sérgio Moro e Bolsonaro e o posterior rompimento foi por causa do controle do aparato de segurança, controle este que está sendo usado contra os adversários políticos de Bolsonaro. Joice Hasselmann ontem (09) publicou em seu perfil no Twitter uma gravação de uma ligação da deputada bolsonarista Carla Zambelli com uma assessora de Hasselmann.

Na gravação, Zambelli fala que poderá ocorrer operações da Polícia Federal dentro de um mês, com buscas e apreensões, e fala que se a assessora se demitir e contribuir com as “investigações” que não sofrerá estas retaliações. Joice Hasselmann, que tinha sido nos primeiros meses de governo Bolsonaro a líder do governo no congresso, rompeu com o bolsonarismo após Bolsonaro ter deixado ela de lado na escolha do candidato governista na eleição municipal de São Paulo, agora sendo alvo de acusações de ter montado seu próprio gabinete do ódio, que mesmo sendo verdadeira tal acusação, ainda sim, não invalida a gravação da ligação de Zambelli achacando sua assessora.

https://twitter.com/joicehasselmann/status/1270104751192096769?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1270104751192096769&ref_url=https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Fpolitica%2Fultimas-noticias%2F2020%2F06%2F09%2Fjoice-hasselmann-chama-carla-zambelli-de-criminosa-e-divulga-suposto-audio.htm

Desde a ruptura de Sérgio Moro com o bolsonarismo, 6 superintendentes regionais e 5 cargos de chefia foram trocados pelo novo Diretor-Geral indicado por Bolsonaro. Além disso, foi empreendida uma operação contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que apesar de ter um esquema de corrupção dentro de seu governo, mas a operação de busca e apreensão contra ele, como havia dito em nossa humilde página, mais um coincidência na República das Coincidências.

Outra coincidência na República das Coincidências foi a operação de busca e apreensão que foi feita hoje (10) que teve como alvo Helder Barbalho, governador do Pará, que se notabilizou também por diversas vezes bater de frente com Bolsonaro, não apenas na questão da pandemia, como também na questão ambiental no ano passado, durante as grandes queimadas recordes na amazônia, mas é tudo coincidência.

Antes da operação de busca e apreensão que teve como alvo Wilson Witzel, a mesma deputada Carla Zambelli havia dado uma entrevista à Rádio Gaúcha, onde adiantou que haveriam diversas operações contra os governadores e que essas operações se chamariam de “Covidão”, uma referência ao “petrolão” e ao “mensalão”.

A República das Coincidências mostra a sua face autoritária, com diversas operações que estão se mostrando ser uma política orquestrada pelo bolsonarismo para coagir a oposição. Tudo isso foi possibilitado pelo domínio cada vez maior do bolsonarismo sobre o aparato repressivo, não que os governadores envolvidos nestas operações sejam inocentes, mas o uso político da PF pelo Bolsonarismo está cada vez mais evidente e isso é danoso para as liberdades democráticas.

Leia Também:

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.