A demolidora Bolsonaro mostra mais uma vez que está longe da realidade concreta, fritou mais um ministro da saúde, dessa vez Nelson Teich, que já havia sido colocado com a intenção de sabotar o combate a pandemia, mas temendo jogar sua biografia acadêmica no lixo Teich pediu para sair. O motivo em questão é um divergência sobre o uso da substância cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da doença pandêmica, que segundo pesquisas recentemente publicadas não tem eficácia no combate a doença.

Bolsonaro atropela a ciência não pelo bem das pessoas, mas apenas de um grupo de necroempresários que o patrocinam, já que dizer que a doença já tem uma cura, segundo a visão dele, acaba com a necessidade da manutenção do distanciamento social. Porém, ainda não há nada que indique isso e esse tipo de política que atropela a ciência e o método científico é a receita para um desastre humanitário sem precedentes.

A ciência pode não ser o mais rápido dos métodos, mas é o mais eficaz. A ciência nos deu toda a vida moderna que existe, somos os seus filhos, escapar de seu escopo é cair no obscurantismo que afundou a Europa em quase mil anos de desastres, que foi a idade média. Na ciência, hierarquias religiosas, políticas pouco tem valor. A ciência é hipótese, é experimentação onde, ou tal hipótese se confirma ou se descarta. Na ciência o único dogma é tal resultado possa ser obtido em todos os lugares, não existem lugares sagrados e isso incomoda a camarilha do presidente e de seu guru, o astrólogo e chefe de seita, Olavo de Carvalho.

No caso da Cloroquina, não apenas o remédio se mostrou inócuo, mas seus efeitos colaterais mataram vários pacientes, já que ele desregula o sistema cardiovascular, apressando episódios cardíacos graves. Mas Bolsonaro faz esta política de forma criminosa, já que ontem (14) publicou uma MP, a MP da impunidade, que livra os agentes públicos de responsabilidade civil e administrativa, exceto quando comprovado que houve dolo (intenção) de causar dano, tirando o corpo fora da enxurrada de mortos e famélicos que surgirão com suas ações criminosas.

Assim como Mandetta, Teich não era flor que se cheira, mas também foi demitido justamente por estar fazendo sua obrigação. Já é claro que para Bolsonaro, um morticínio em massa no Brasil é um preço aceitável para diminuir os prejuízos de seus necroempresarios patrocinadores. Agora, mais do que nunca, está provado que Bolsonaro luta mesmo para matar o povo, seja por vírus ou de fome, e que a única forma do povo sobreviver é com a queda do demolidor em chefe.

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