Bolsonaro por mais de duas décadas foi deputado federal após ter planejado um atentado terrorista contra diversos alvos nos anos 1980 para reivindicar aumento salarial para a categoria, se notabilizando como uma espécie de “Lula da direita”. Como presidente sua benevolência com os militares só tem paralelos com o tamanho do orçamento que a pasta do ministério de defesa teve durante o governo do ex-presidente Lula, com a diferença que agora tudo está sendo sacrificado para o bem dos bolsos do alto comando contra qual o sindicalista terrorista Bolsonaro se voltou nos anos 1980.

Apesar do orçamento do ministério da defesa não ter alcançado os níveis de 2014, quando a ex-presidenta Dilma destinou 103 bilhões de reais (valores corrigidos) para a pasta da defesa, mas os gastos com investimentos da pasta no ano de 2020 e 2021 serão maiores que os gastos com investimentos em saúde e educação, e agora se planeja também adiar o senso de 2021 (que deveria ocorrer em 2020 mas adiado devido a pandemia) com o objetivo de destinar o orçamento dele para a defesa, comprometendo o conhecimento sobre a realidade brasileira. Esse orçamento militar do governo Bolsonaro, longe de privilegiar o desenvolvimento tecnológico e a defesa nacional, segundo o Portal da Transparência, 93% da verba da pasta vai para o pagamento de salários e seguridade social (leia-se pensões e aposentadorias) dos próprios militares, a maior parte para o bolso do alto oficialato que o “Lula da direita” dizia estar tão insatisfeito.

A pouca pesquisa que era mantido pela defesa nacional, foi completamente destruída pela operação Lava-Jato, que resultou na prisão do Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, pai do programa nuclear brasileiro e que denunciou os interesses internacionais em sua prisão e no desmantelamento do parque nuclear brasileiro, um dos poucos que dominam todo o ciclo nuclear, da mineração de urânio a construção de usinas de energia atômica e que estava perto de construir o primeiro submarino nuclear latino-americano.

Bolsonaro foi eleito em conluio com esta operação de destruição da economia e da defesa nacional. Este trabalho está sendo realizado não para o desenvolvimento de uma defesa nacional para a transformação do Brasil em potência, mas sim para o uso das forças brasileiras como vassalas dos interesses estadunidenses na América do Sul. Como publicado em março por nossa humilde página, o governo brasileiro está em conluio com o governo estadunidense para o estouro de uma guerra contra a Venezuela para a derrubada do legítimo presidente Nicolás Maduro, trazendo consigo na bagagem nesta nefasta viagem aos EUA, 23 contaminados pela doença pandêmica, contribuindo ainda por cima para as mais de 100 mil mortes por ela.

A ação do governo federal de cortar absolutamente tudo e entregar para os militares não é por acaso, infelizmente a instituição que deveria proteger o Brasil de influências externas, está sendo comprado por esse governo lambe-botas para servir de exército vassalo dos EUA. Infelizmente eles são hoje em dia parte do problema político que hoje afeta o Brasil e uma limpeza no alto comando por um governo progressista que porventura venha a ser eleito é inevitável. Os militares hoje são os principais cúmplices do governo na maquiagem dos números da pandemia, e o corte da verba do censo para encher o bolso do alto oficialato é um dos atos mais simbólicos desse governo maquiador compulsivo das desgraças que causa ao Brasil.

Leia Também:

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.