Os EUA hoje (02) é o mais novo epicentro da pandemia global atual, com a cifra de mortos diários já próximo de ultrapassar a França segundo relatório da OMS (relatório de ontem [1]) com perspectivas de ultrapassar a Itália e a Espanha nos próximos dias. Ainda sim, isso não diminui a vontade de derramar sangue por parte do governo estadunidense e ele entrou em uma grande ofensiva contra os países que não se submetem a sua vontade.

Países como Irã, duramente atingidos pela doença e outros ainda nem tão atingidos pela doença, mas já fragilizados pelas sanções como Cuba e Venezuela, tem pedido diversas vezes a suspensão das sanções econômicas contra eles, para possibilitar a aquisição de equipamentos médicos, testes diagnósticos e EPIs para o efetivo combate a pandemia, mas longe de ajudar estes países para que juntos combatam a pestilência, os EUA endureceu os ataques a eles.

Um dos países mais atingidos pela pandemia, principalmente em sua fase inicial é o Irã. No país persa foi registrado até agora segundo a OMS 44 mil casos e quase 3 mil mortes, mas longe de aliviar as sanções e diminuir as hostilidades que cresceram exponencialmente desde a virada do ano (sendo destaque no nosso primeiro Resumo da Semana), os EUA impuseram no dia 18 de março (no auge do contágio no Irã) novas sanções contra eles

Depois da imposição destas novas sanções, as tropas estadunidenses no golfo pérsico realizaram exercícios militares (foto em destaque) no dia 23 de março (já com o número de casos explodindo nos EUA), aumentando ainda mais a situação já tensa no Oriente Médio, mesmo com esta emergência de saúde global em curso.

Na América Latina, os EUA também estão em uma grande ofensiva. O caso mais escancarado é a Venezuela, que como já prevíamos na nossa humilde página. Mostramos a visita do demolidor em chefe, Jair Bolsonaro, onde ele visitou os EUA, já no começo da explosão de casos, onde negociou armas para uma guerra contra a Venezuela e trouxe com a sua comitiva a COVID-19 contaminando 24 membros dela.

Mas a ofensiva não parou por aí, na semana passada, os EUA colocaram Maduro numa lista de “criminosos” procurados junto com vários integrantes do governo bolivariano e ofereceu recompensa por sua captura. Juntamente a isso, jogou para escanteio o autoproclamado Juan Guaidó e propôs um “governo de transição” composto tanto por membros do PSUV (governista) quanto pela oposição. Ambos os atos dos EUA foram enfaticamente rechaçados pelo governo venezuelano.

Mas o caso mais emblemático é o de Cuba, que teve uma grande ajuda em equipamentos médicos enviado por Jack Ma, dono do Alibaba (maior empresa de E Commerce da China) embargado pelos EUA que ameaçou punir a empresa que transportar a ajuda médica a ilha, como relatado em primeira mão para o jornal Granma pelo embaixador de Cuba em Pequim.

Essa é uma pequena amostra da política belicista dos EUA em meio a maior pandemia em 100 anos. Longe de demonstrar qualquer preocupação com a possibilidade de milhões de mortos pela pestilência em todo o globo, o governo estadunidense está numa grande ofensiva contra os países que não se submetem a seus caprichos. Enquanto isso, dentro dele, sem sistema gratuito de saúde, os cidadão estão sofrendo gravemente pela doença, onde no país mais rico do mundo, poderemos até mesmo ver as cenas tristes do Equador sob o governo de traição nacional pró-EUA de Lenin Moreno.

Recomendações do Ministério da Saúde (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br/ )
Recomendações do Ministério da Saúde (leia mais sobre a doença em https://coronavirus.saude.gov.br )

Leia também:

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.