Ontem a noite (30), o grupo autodenominado “300 de Brasília” realizou uma manifestação onde desfilaram pela Praça dos Três Poderes em Brasília com máscaras brancas cobrindo o rosto todo e tochas acesas, simbologia que remete a grupos supremacistas brancos dos EUA, liderados pela nazista Sara Winter, a mesma que falou em “ucranizar o Brasil”. 

Nesta mesma toada, hoje (31) manifestações bolsonaristas ocorreram em todo o Brasil com bolsonaristas ostentando a bandeira do grupo neonazista ucraniano “Pravy Sektor” (Setor direita), grupo que foi um dos mais violentos durante o golpe de estado da Euromaidan e foi um dos fundadores da milícia paramilitar fascista “Batalhão Azov”, responsável pelo massacre de minorias étnicas e atentados terroristas no leste da Ucrânia, mais especificamente no Donbass e na Crimeia.

Agora estes grupos são a referência para o bolsonarismo, que ameaça o que resta das instituições e dos direitos democráticos no Brasil. Se aproveitam da recomendação médica de distanciamento social para implantar um regime fascista, terrorista, paramilitar em nosso país, com fortes inclinações nazistas e supremacistas. Em um país com mais da metade da população preta e parda, isso pode significar a morte de milhões de pessoas inocentes, não por se oporem a qualquer política, mas simplesmente pela cor de sua pele. 

São contra o distanciamento social pensando não nas consequência econômicas simplesmente, mas o que fica claro é que querem se aproveitar do vírus para exterminar populações inteiras e o que restar, parafraseando Paulo Guedes naquela infame reunião de 22 de abril, “pagar 200 reais para construir estrada”.

Infelizmente, apesar do momento exigir o distanciamento social, mas esse tipo de elemento deve ser detido e jamais conseguiremos detê-lo apenas com notas de repúdio e frases de efeito nas redes sociais. Temos que seguir o exemplo das torcidas organizadas do Corinthians, Santos e Palmeiras, que hoje se manifestaram na Avenida Paulista pela democracia, infelizmente reprimidos pela PM de Dória que nada fez contra os bolsonaristas.

Mesmo que tenhamos que fazer estas manifestações seguindo procedimentos de distanciamento social e mantendo as pessoas que estão no grupo de risco (idoso, gestantes, diabéticos, hipertensos, cardíacos em geral e obesos) em casa, mas ainda sim, contra-manifestações tem que ocorrer.

Se calar diante de manifestações com simbologia nazi-fascistas não é uma opção. Se calar diante do nazismo, do supremacismo, da eugenia, do purismo racial é consentir com o assassinato de seres humanos pelo fato de simplesmente existirem, é pedir para que o massacre de negros nas periferias se intensifiquem, junto com o massacre de indígenas, ciganos (que Weintraub naquela infame reunião diz odiar), quem sabe até mesmo de nordestinos, já que o Pravy Sektor como primeiro ato após o Euromaidan, começou a massacrar minorias étnicas que não aceitaram o golpe de estado.

Fonte:

https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/05/31/apoiadores-de-bolsonaro-realizam-ato-em-frente-ao-stf-com-tochas-e-mascaras.ghtml

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